Política

Lava Jato: Polícia Federal denuncia Negromonte e mais envolvidos com propina

A Polícia Federal encerrou nesta segunda-feira (21) quatro inquéritos relacionados a políticos na Operação Lava-Jato, que apuravam o envolvimento em possíveis crimes de corrupção e desvio de recursos ocorrido na Diretoria de Abastecimento da PETROBRAS. Os inquéritos são 3992, 3980, 3999 e 4000 do STF. O encerramento dos inquéritos ocorre após afirmação do novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, que, em entrevista publicada no jornal Folha de S. Paulo afirmou que trocaria toda a equipe de investigação em caso de "cheiro de vazamento".[Leia mais...]

[Lava Jato: Polícia Federal denuncia Negromonte e mais envolvidos com propina]
Foto : Igo Estrela/ Câmara dos Deputados/Divulgação/Manu Dias/Agecom

Por Matheus Simoni no dia 21 de Março de 2016 ⋅ 19:19

A Polícia Federal encerrou nesta segunda-feira (21) quatro inquéritos relacionados a políticos na Operação Lava-Jato, que apuravam o envolvimento em possíveis crimes de corrupção e desvio de recursos ocorrido na Diretoria de Abastecimento da PETROBRAS. Os inquéritos são 3992, 3980, 3999 e 4000 do STF. O encerramento dos inquéritos ocorre após afirmação do novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, que, em entrevista publicada no jornal Folha de S. Paulo afirmou que trocaria toda a equipe de investigação em caso de "cheiro de vazamento".

De acordo com o portal Jota, os políticos envolvidos são o ex-ministro e atual conselheiro do Tribunal de Contas da Bahia Mario Negromonte, além dos deputados federais Mario Negromonte Junior, José Otávio Germano, Luiz Fernando Faria e Roberto Brito, todos do PP. Segundo os investigadores, o esquema durou cerca de oito anos. Os pagamentos giravam em torno de R$ 300.000 mensais, retirados diretamente pelos políticos nos escritórios do doleiro Alberto Yousseff, preso pela Polícia Federal no âmbito da Lava Jato. Ainda segundo a PF, houve pagamentos extraordinários entre R$ 5,5 milhões.

A Polícia Federal decidiu por imputar aos investigados os crimes de corrupção passiva qualificada, lavagem de dinheiro e organização criminosa, todos em concurso de pessoas, bem como o crime de ameaça, no caso do deputado Mario Negromonte Junior. Os investigadores também afirmam que as denúncias têm como base provas colhidas no decorrer das investigações, em especial os resultados de buscas e apreensões, prova testemunhal, documental, diligências de campo e relatórios de análise de inteligência feito pela equipe de policiais do Grupo de Inquéritos do Supremo Tribunal Federal. Agora, os inquéritos aguardam decisão sobre o oferecimento de Denúncia pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.

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