Política

Comissão do impeachment desiste de usar delação de Delcídio do Amaral

O presidente da comissão que analisa o pedido de impeachment de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), anunciou nesta terça-feira (22) que a delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) não será anexada ao processo de afastamento da petista. Com a decisão, a ideia é evitar que o PT judicialize o impeachment no Supremo Tribunal Federal (STF), com o risco de abertura de novos prazos, o que atrasaria o processo. [Leia mais...]

[Comissão do impeachment desiste de usar delação de Delcídio do Amaral]
Foto : Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por Matheus Simoni no dia 22 de Março de 2016 ⋅ 17:00

O presidente da comissão que analisa o pedido de impeachment de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), anunciou nesta terça-feira (22) que a delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) não será anexada ao processo de afastamento da petista. Com a decisão, a ideia é evitar que o PT judicialize o impeachment no Supremo Tribunal Federal (STF), com o risco de abertura de novos prazos, o que atrasaria o processo. "Decido que essa comissão especial não considere o documento juntado no dia 17 de março de 2016. Aqui não é instância competente para a produção de prova, e sim o Senado Federal", afirmou Rosso.

O parlamentar disse ainda que a comissão deve se limitar a análise do documento original de impeachment, que trata apenas das pedaladas fiscais. Na delação do senador petista, há elementos que imputam a Dilma responsabilidades e conhecimento do negócio em que a Petrobras comprou a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, sofrendo prejuízo de mais de US$ 700 milhões.

Delcídio também atribuiu a Dilma supostas tentativas de obstruir as investigações da operação Lava-Jato. No entanto, nenhuma dessas acusações não poderão constar no relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO).

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