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“Disse a Trump que Brasil não dá preferência nem aos EUA nem à China”, declara Lula

Política

“Disse a Trump que Brasil não dá preferência nem aos EUA nem à China”, declara Lula

Durante inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Fiocruz, presidente disse que espaço dá a certeza de que Brasil "não é menor do que ninguém"

“Disse a Trump que Brasil não dá preferência nem aos EUA nem à China”, declara Lula

Foto: SEAUD/PR

Por: Metro1 no dia 23 de maio de 2026 às 16:50

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou ter comunicado ao líder norte-americano, Donald Trump, a neutralidade diplomática do governo brasileiro. Segundo Lula, o Brasil não possui “preferência” em suas relações políticas, externas e culturais com “nenhum país”, mencionando especificamente a China e os Estados Unidos.

No início deste mês, o petista se encontrou com o presidente republicano em Washington. Diante da proximidade das eleições, Lula tem intensificado seu posicionamento em favor do multilateralismo e da preservação da soberania nacional.

“Eu disse ao presidente Trump que o Brasil não tem preferência na sua relação internacional, política e cultural com nenhum país. O Brasil não tem preferência pela China, Estados Unidos, Rússia (…) Não temos preferência. Nós queremos trabalhar com quem queira trabalhar conosco e queira participar da transferência de tecnologia para o nosso país”, declarou Lula neste sábado (23) durante a inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz, no Rio de Janeiro.

Ainda em sua declaração no evento, o presidente afirmou que a nação brasileira “não é menor do que ninguém”.
“A inauguração de um centro tecnológico dá a certeza de que a gente não é menor do que ninguém. Que a gente não é menos competitivo do que ninguém, basta a gente ousar e ter coragem de fazer (…) Nem todo governo gosta de investir em pesquisa", disse o pestista.

Ao comentar que os investimentos em áreas estratégicas são frequentemente vistos como gastos elevados, Lula declarou que é preciso inverter essa lógica. "Normalmente o que a gente ouve muito é que é muito caro. As pessoas nunca param para se perguntar quanto custa não fazer. Quanto custa não fazer? É o desafio que temos que ter daqui para frente se a gente quiser tirar o Brasil do rol dos países em via de desenvolvimento e colocá-lo no rol dos países altamente desenvolvidos”, completou o mandatário.