Política

"Eu não vou cair. Isso é moleza", diz Dilma sobre impeachment

A presidente Dilma Rousseff negou, em entrevista à Folha de S. Paulo publicada nesta terça-feira (7), que tenha qualquer expectativa de deixar o posto, mesmo com a onda pró-impeachment levantada pela oposição. [Leia mais...]

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Foto : Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Por Juliana Almirante no dia 07 de Julho de 2015 ⋅ 07:46

A presidente Dilma Rousseff negou, em entrevista à Folha de S. Paulo publicada nesta terça-feira (7), que tenha qualquer expectativa de deixar o posto, mesmo com a onda pró-impeachment levantada pela oposição. “O que você quer que eu faça? Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou. Isso é moleza, isso é luta política. As pessoas caem quando estão dispostas a cair. Não estou. Não tem base para eu cair. E venha tentar, venha tentar. Se tem uma coisa que eu não tenho medo é disso. Não conte que eu vou ficar nervosa, com medo. Não me aterrorizam”, desafiou a presidente.

Ela também voltou a defender que não tem qualquer envolvimento com o escândalo de corrupção da Petrobras, investigado na Lava Jato, e com as denúncias de caixa dois na campanha eleitoral que a reelegeu no ano passado. “Falam coisas do arco da velha de mim. Óbvio que não [tenho nada a ver com o petrolão]. Mas não estou falando que paguei conta nenhuma também. O Brasil merece que a gente apure coisas irregulares. Não vejo isso como pagar conta. É outro approach. Muda o país para melhor. Ponto”, disse.

Dilma afirmou ainda que não há possibilidade de renunciar à Presidência mesmo com o agravamento da crise política. “Eu não sou culpada. Se tivesse culpa no cartório, me sentiria muito mal. Eu não tenho nenhuma. Nem do ponto de vista moral, nem do ponto de vista político”, justificou. A presidente destacou o fato de ter sido torturada durante o período da ditadura militar como uma prova de que consegue suportar maior pressão. “Foi cem mil vezes pior ser presa e torturada. Vivemos numa democracia. Não dá para achar que isso aqui seja uma tortura. Não é. É uma luta para construir um país. Eu não quis me suicidar na hora em que eles estavam querendo me matar. A troco de quê vou querer me suicidar agora? É absolutamente desproporcional. Não é da minha vida”, declarou.

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