Política

MK analisa vice de Neto: "Todos da confiança dele. Qualquer um pra ele tá bom"

No ápice da polêmica sobre quem vai ser o vice na chapa da reeleição de ACM Neto à Prefeitura de Salvador, Mário Kertész trouxe, nesta quinta-feira (4), na Rádio Metrópole, uma análise sobre a confortável situação do democrata em meio à briga de partidos pela vaga. [Leia mais...]

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Foto : Max Haack/Agecom

Por Felipe Paranhos no dia 04 de Agosto de 2016 ⋅ 17:51

No ápice da polêmica sobre quem vai ser o vice na chapa da reeleição de ACM Neto à Prefeitura de Salvador, Mário Kertész trouxe, nesta quinta-feira (4), na Rádio Metrópole, uma análise sobre a confortável situação do democrata em meio à briga de partidos pela vaga.

"Vocês estão dando uma importância exagerada a isso. Se você olhar bem, o que Neto fez foi o seguinte: briga de partido? Todos os que estão concorrendo são da mais absoluta confiança dele. Qualquer um que dê pra ele tá bom. Carreira é PV. Silvio Pinheiro era SD, foi pro PSDB. Bellintani, DEM. Bruno Reis, PMDB. Todo mundo gente dele. Qualquer um que der tanto faz. Além do mais, a eleição vai ser travada entre ACM Neto e outros candidatos a prefeito. Ninguém vai votar em um vice ou em outro", falou. 

MK criticou o factoide criado pelo PRB ao ameaçar romper com Neto se não tiver o vice — que, ao que tudo indica, será Bruno Reis, do PMDB. Segundo o partido dos evangélicos, Tia Eron saiu fortalecida pela maneira com que votou contra Eduardo Cunha — seu aliado de longas datas na Câmara Federal — no Conselho de Ética. "A deputada Eronildes — porque, segundo um projeto dela mesmo, negócio de Tia não pode — está dizendo que, se não for nosso o vice, nós vamos pro lado do governador Rui Costa, e a candidatura sai e pode vir a ser um fato novo nessa eleição, porque ela fez aquela tal declaração bombástica 'nesta negra ninguém manda'. Será que é isso? Será que chegamos no ponto em que precisamos de uma salvadora da pátria, que, sem nenhuma qualificação, venha de maneira extraordinária dizendo 'essa é uma coisa nova', porque é mulher, porque é negra, porque disse 'nessa negra ninguém manda', embora estivesse lá o tempo todo colada com Eduardo Cunha — e é bom que não se esqueça disso, porque entrou na Comissão de Ética a mando dele e saiu pela tangente, porretona, por uma questão meramente de pressão que recebeu e oportunismo político da pior qualidade. E que tem um monte de babaca que compra. É esse que vai ser o fato novo na eleição? É por aí que a gente quer?", completou.

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