Política

"Precisamos de uma lei que acabe com essa orgia de gastos", diz Geddel

Sobre a reforma da previdência e a possível inclusão dos militares nela, o ministro da Secretaria de Governo da presidência da República, Geddel Vieira Lima, disse em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta quarta-feira (10), que tudo ainda está em fase de negociação com o Congresso Nacional. [Leia mais...]

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Foto : Agência Brasil

Por Matheus Morais no dia 10 de Agosto de 2016 ⋅ 15:11

Sobre a reforma da previdência e a possível inclusão dos militares nela, o ministro da Secretaria de Governo da presidência da República, Geddel Vieira Lima, disse em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta quarta-feira (10), que tudo ainda está em fase de negociação com o Congresso Nacional. Para Geddel, o governo de Michel Temer precisa propor uma reforma viável. 

"O presidente Temer até escreveu um artigo no jornal o Estado de S. Paulo, recomendo que as pessoas leiam. Porque vez por outra, a gente fica lendo aqui, ali, essa história de governo propõe e governo recua. Precisamos de uma definição de que modelo de país queremos. Os únicos países do mundo onde o governo propõe e consegue tudo que quer são nas ditaduras, onde não tem Congresso. Onde tem Congresso Nacional, onde tem lobby, representação popular, as pressões, ali representados, o governo tem que negociar, por mais base parlamentar que tenha", disse. 

"Ontem eu fui dormir muito tarde, porque estava em votação a lei das dívidas dos estados. Houve uma mobilização de estados nordestinos, legítima, dizendo que  eles não foram contemplados porque o padrão de dívidas não era a deles. Inviabiliza a votação geral que estabelece o teto dos gastos dos estados, que é fundamental para o ajuste fiscal, para que a gente não perca o controle das contas. Isso demanda negociação.
Mil caminhos levam para Roma, o importante é que você tenha uma lei que estabeleça um teto de gastos que se acabe com essa orgia dos últimos anos, onde se gastou mais do que se arrecadou", contemplou. 

Geddel reafirmou que o governo Temer terá que fazer muitas negociações para aprovar a reforma da previdência. "Cabe ao governo propor e dizer de forma clara: os números são esses. Temos duas opções, permanecer como no passado ou enfrentar o problema e e preparar paras as gerações futuras", ressaltou. 

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