Política

Collor avalia governo Dilma como "tragédia anunciada" e apoia impeachment

O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), primeiro presidente do Brasil a sofrer impeachment, votou a favor da cassação do mandato da presidente afastada Dilma Rousseff durante a etapa final do processo de impeachment, realizada tarde desta terça-feira (30). Para ele, o que ocorreu há 24 anos foi uma injustiça, mas o atual cenário político do Brasil é diferente. Na opinião do senador, Dilma infringiu a lei. [Leia mais...]

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Foto : Waldemir Barreto /Agência Senado

Por Luiza Leão no dia 30 de Agosto de 2016 ⋅ 20:01

O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), primeiro presidente do Brasil a sofrer impeachment, votou a favor da cassação do mandato da presidente afastada Dilma Rousseff durante a etapa final do processo de impeachment, realizada tarde desta terça-feira (30). Para ele, o que ocorreu há 24 anos foi uma injustiça, mas o atual cenário político do Brasil é diferente. Na opinião do senador, Dilma infringiu a lei.  

“Hoje, a situação é completamente diversa. Além de infração às normas orçamentárias e fiscais com textual previsão na Constituição como crime de responsabilidade, o governo afastado transformou sua gestão numa tragédia anunciada. É o desfecho típico de governo que faz da cegueira econômica o seu calvário e da surdez política, o seu cadafalso”, declarou.

Collor provocou movimentos que pediram o seu afastamento no ano de 1992 e que hoje defendem o governo do PT.  Para isso, citou duas notas assinadas no ano do seu impeachment. Em uma delas, havia a assinatura do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT), CGT, União Nacional dos Estudantes (UNE) e Inesc.

Na outra, assinada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), tem trecho que diz: “O país não vive, como alardeiam setores mais radicais, qualquer clima de golpe até porque a nação não suporta mais tal prática. O que o povo brasileiro deseja, e tem manifestado seguidamente, é a decência e a firmeza traduzidas na transparência e probidade no trato da coisa pública”.

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