Política

Roberto Muniz vê afastamento de Dilma como certo: “Difícil mudar votos"

A partir de 11h, o Senado decide o futuro da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), julgada em um processo de impeachment. Para o senador Roberto Muniz (PP-BA), é praticamente certo que a petista não retorne ao governo. “Eu acho que a tendência que sim [seja afastada]

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Foto : Moreira Mariz/Agência Senado

Por Bárbara Silveira e Matheus Morais no dia 31 de Agosto de 2016 ⋅ 09:20

A partir de 11h, o Senado decide o futuro da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), julgada em um processo de impeachment. Para o senador Roberto Muniz (PP-BA), é praticamente certo que a petista não retorne ao governo. “Eu acho que a tendência que sim [seja afastada]. O próprio rito do impeachment já revela durante o processo a tendência dos votos dos senadores. É difícil mudar os votos dos senadores. Foram 59 votos a favor do impeachment e 21 contrários, acho que para as nuvens mudarem tem que entre condições adversas, é uma tendência que Dilma saia”, disse em entrevista à Rádio Metrópole nesta quarta-feira (31).

O senador afirmou ainda que, caso a saída seja concretizada, o período de “lua de mel” do presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), chegará ao fim, já que ele terá que mostrar serviço. “Dilma, no segundo mandato, já entrou com certa dificuldade. O país estava dividido e no começo do segundo mandato, o processo do impeachment foi para as ruas. A mesma coisa está acontecendo agora, Temer surge como presidente com o movimento do ‘Fora Temer’, acho que o Brasil requer uma conciliação, precisamos ter uma agenda da economia para suportar. O futuro do Brasil é mais importante que essa agenda momentânea, precisamos que o Brasil volte, há mais de um ano o Brasil está parado. A gente precisa avançar, é esse o sentimento político. O PSDB e o DEM são críticos a algumas posturas se não levar a cabo essas reformas importantes para o Brasil. Até dezembro haverá uma lua de mel. Ele terá uma lua de mel de 100 dias. Mas, até o final do ano ele tem que apresentar as reformas”, pontuou. 

 

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