Política

Após ser cassada, Dilma diz que vai recorrer "em todas as instâncias possíveis"

A ex-presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira (31), em pronunciamento após ser afastada da Presidência da República no processo de impeachment, que irá recorrer "em todas as instâncias possíveis" contra o que chamou de "golpe parlamentar".[Leia mais...]

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Foto : Ricardo Stuckert Filho/Instituto Lula

Por Matheus Simoni no dia 31 de Agosto de 2016 ⋅ 16:01

A ex-presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira (31), em pronunciamento após ser afastada da Presidência da República no processo de impeachment, que irá recorrer "em todas as instâncias possíveis" contra o que chamou de "golpe parlamentar".

"É uma inequívoca eleição indireta, em que 61 senadores substituem a vontade expressa por 54,5 milhões de votos. É uma fraude, contra a qual ainda vamos recorrer em todas as instâncias possíveis", declarou Dilma.

Ainda segundo a petista, o afastamento trará uma série de retrocessos ao país, que serão sentidos ao longo de muitos anos. "Isto foi apenas o começo. O golpe vai atingir indistintamente qualquer organização política progressista e democrática. O golpe é contra os movimentos sociais e sindicais e contra os que lutam por direitos em todas as suas acepções: direito ao trabalho e à proteção de leis trabalhistas; direito a uma aposentadoria justa; direito à moradia e à terra; direito à educação, à saúde e à cultura; direito aos jovens de protagonizarem sua história; direitos dos negros, dos indígenas, da população LGBT, das mulheres; direito de se manifestar sem ser reprimido", afirmou a agora ex-presidente.

Ao lado de correligionários, ex-ministros e líderes de movimentos sociais, Dilma Rousseff falou que vai retomar lugar na oposição ao atual governo. "A descrença e a mágoa que nos atingem em momentos como esse são péssimas conselheiras. Não desistam da luta. Ouçam bem: eles pensam que nos venceram, mas estão enganados. Sei que todos vamos lutar. Haverá contra eles a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer", disse.

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