Política

Ex-diretor-geral da Câmara desmente Cunha em depoimento ao STF

O ex-diretor-geral da Câmara Sérgio Sampaio contradisse a versão do deputado licenciado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em relação à demissão, em abril do ano passado, do chefe da área de informática da casa legislativa, Luiz Antonio Souza da Eira. [Leia mais...]

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Foto : Lula Marques/Agência PT

Por Matheus Simoni no dia 03 de Setembro de 2016 ⋅ 13:45

O ex-diretor-geral da Câmara Sérgio Sampaio contradisse a versão do deputado licenciado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em relação à demissão, em abril do ano passado, do chefe da área de informática da casa legislativa, Luiz Antonio Souza da Eira. Ele prestou depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, o parlamentar afirmou que havia demitido o diretor do Centro de Informática da Câmara porque funcionários do setor de tecnologia da informação não estavam cumprindo a carga horária de 40 horas semanais, como é prevista na legislação.

Chefe da área administrativa na gestão de Cunha, Sampaio afirma que o então presidente da Câmara demitiu o responsável pela área de informática por suspeita de que ele tivesse relação com o vazamento à imprensa de informações técnicas que o ligavam ao esquema de corrupção da Petrobras.

"Demiti porque a área de TI não está cumprindo a carga horária de toda a Casa, de 40 horas semanais. Ele quebrou minha confiança", alegou, à época, o ex-presidente da Câmara. No entanto, em abril de 2015, o jornal Folha de S.Paulo revelou que requerimentos suspeitos de terem sido usados para achacar uma fornecedora da Petrobras, apresentados pela deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), aliada de Cunha, tinham na verdade como autor, nos registros eletrônicos da Câmara, a expressão "dep. Eduardo Cunha."

Arrolado pelo próprio Cunha como testemunha de defesa no processo no qual o peemedebista é acusado de ter recebido ao menos US$ 5 milhões em propina de fornecedores da Petrobras, Sampaio prestou depoimento na Suprema Corte na última quinta-feira (1).

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