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Doações de pessoas mortas para candidatos são encontradas pela Justiça Eleitoral

Os primeiros indícios de irregularidades na prestação de contas de candidatos às eleições de outubro foram encontrados pela Justiça Eleitoral. [Leia mais...]

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Foto : Agência Brasil

Por Matheus Morais no dia 06 de Setembro de 2016 ⋅ 07:36

Os primeiros indícios de irregularidades na prestação de contas de candidatos às eleições de outubro foram encontrados pela Justiça Eleitoral. Segundo levantamento feito em parceira com o Tribunal de Contas da União (TCU), 38,9 mil doadores suspeitos foram identificados, 1,4 mil despesas com indícios de irregularidades do total de contas analisadas. No caso de doações suspeitas, foram encontradas doações de pessoas mortas.

Segundo o ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as irregularidades podem resultar na impugnação das candidaturas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). "Nós temos que acompanhar isso com rigor. Já tivemos no passado mortos que votavam. Agora, temos mortos que doam", afirmou Mendes. Os dados compõem a primeira lista de indícios de irregularidades encontradas na prestação de contas dos candidatos às eleições de outubro. 

Passou a vigorar neste ano, nova regra, isntituida pela Reforma Eleitoral, aprovada no ano passado, na qual os partidos e candidatos são obrigados a enviar à Justiça Eleitoral dados sobre arrecadação e despesas de campanha a cada 72 horas. Com a nova lei, as doações de empresas foram proibidas e foram permitidas somente doações por pessoas físicas, limitadas a 10% do rendimento do ano anterior.

Para o presidente do TCU, Aroldo Cedraz, os dados representam 34% de irregularidades do total de contas analisadas.  "Há indícios claros de várias irregularidades. Para vocês terem uma ideia são 34% de irregularidades que nós estamos verificando, no primeiro momento, em relação aos doadores. Em relação aos fornecedores, 2% de irregularidades. Mas, claro, isso nós iremos passar às mãos do presidente do TSE, que poderá encaminhar esses dados aos juízes eleitorais dos municípios para que possam checar melhor esses dados", afirmou. 

Antes da vigência da nova regra, os dados eram enviados somente três vezes durante a campanha, com duas prestações parciais e prestação de contas finais. Para analisar os dados, o TSE firmou um convênio com o TCU, que vai apresentar relatórios semanais ao tribunal. Foram analisadas 114,5 mil doadores e 60,9 mil fornecedores.

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