Política

Ministro do STF diz que defesa de Lula tenta 'embaraçar apurações' da Lava Jato

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki afirmou, em decisão na qual negou um pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o recurso apresentado pelo petista é "mais uma das diversas tentativas da defesa de embaraçar as apurações" da Operação Lava Jato.[Leia mais...]

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Foto : Nelson Jr/SCO/STF

Por Matheus Simoni no dia 08 de Setembro de 2016 ⋅ 15:28

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki afirmou, em decisão na qual negou um pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o recurso apresentado pelo petista é "mais uma das diversas tentativas da defesa de embaraçar as apurações" da Operação Lava Jato. A defesa de Lula ingressou com uma ação para questionar a atuação do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos julgamentos da Lava Jato em primeira instância, no Paraná. Os advogados pediam que três inquéritos que estão em Curitiba fossem suspensos e enviados à Suprema Corte.

A decisão é da última terça-feira (6), mas a íntegra só foi tornada pública no sistema do STF nesta quinta-feira (8). Em decisão com sete páginas, o ministro lembra outra ação apresentada pela defesa contra a atuação de Moro sob o argumento de que o juiz teria mantido sob seu controle interceptações telefônicas de autoridades com foro privilegiado.

Para Teori Zavascki, trata-se de "insistência do reclamante", ou seja Lula, em dar "contornos de ilegalidade, como se isso fosse a regra" aos atos do juiz de primeira instância. Para Teori, o STF tem "amplo conhecimento" sobre os processos que tramitam sobre a Lava Jato e as fraudes na Petrobras.

"Apesar de esses argumentos serem objeto de análise naqueles autos, tal quadro revela a insistência do reclamante em dar aos procedimentos investigatórios contornos de ilegalidade, como se isso fosse a regra. Nesse contexto, é importante destacar que esta Corte possui amplo conhecimento dos processos (inquéritos e ações penais) que buscam investigar supostos crimes praticados no âmbito da Petrobras, com seus contornos e suas limitações, de modo que os argumentos agora trazidos nesta reclamação constituem mais uma das diversas tentativas da defesa de embaraçar as apurações", afirmou o ministro.

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