Política

Lava Jato: procurador diz que Lula é "comandante máximo" do esquema de corrupção

O procurador e coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, afirmou nesta quarta-feira (14), em entrevista coletiva, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o "comandante máximo do esquema de corrupção" identificado na investigação sobre cartel e propinas na Petrobras. Dallagnol salientou que o Ministério Público Federal (MPF) "não está julgando aqui quem Lula foi". [Leia mais...]

[Imagem not found]
Foto : Reprodução/Globo News

Por Matheus Simoni no dia 14 de Setembro de 2016 ⋅ 16:28

O procurador e coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, afirmou nesta quarta-feira (14), em entrevista coletiva, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o "comandante máximo do esquema de corrupção" identificado na investigação sobre cartel e propinas na Petrobras.

Dallagnol salientou que o Ministério Público Federal (MPF) "não está julgando aqui quem Lula foi". Ele afirma que a propina destinada ao ex-presidente supera a quantia de R$ 3 milhões. O procurador disse que as evidências apontam que a situação era muito pior, devido à política chamada por ele de "propinocracia".

"As propinas serviam para alcançar uma governabilidade mediante corrupção, alcançar em favor do PT uma perpetuação criminosa no poder, juntando recursos para campanhas, e alcançar o enriquecimento ilícito dos envolvidos", disse Dallagnol.

Nesta quarta, o MPF denunciou formalmente o ex-presidente, a ex-primeira dama Marisa Letícia, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o empresário Léo Pinheiro, da OAS, dois funcionários da empreiteira e outros dois investigados. A força-tarefa da Lava Jato afirma que Lula recebeu benefícios da empreiteira OAS, apontada como uma das líderes do cartel que pagava propinas na Petrobras, em obras de reforma no apartamento 164-A do Edifício Solaris. O prédio foi construído pela Bancoop (cooperativa habitacional do sindicato dos bancários), que teve como presidente o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto – preso desde abril de 2015.

Notícias relacionadas