Política

Nenhum governo é “idiota” de cortar direitos trabalhistas, afirma Temer

Durante a cerimônia de assinatura de portarias com investimento de R$ 1 bilhão em saúde, nesta quarta-feira (14), o presidente Michel Temer (PMDB) afirmou que combaterá boatos que circulam nas ruas e em redes sociais de que o seu governo vai cortar direitos trabalhistas. Ainda de acordo com o peemedebista, nenhum governo é “idiota” para chegar ao poder e retirar os direitos de trabalhadores, e que a divulgação desse tipo de informação “cria problemas” para o seu governo. [Leia mais...]

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Foto : Carolina Antunes/ PR

Por Laura Lorenzo no dia 14 de Setembro de 2016 ⋅ 17:15

Durante a cerimônia de assinatura de portarias com investimento de R$ 1 bilhão em saúde, nesta quarta-feira (14), o presidente Michel Temer (PMDB) afirmou que combaterá boatos que circulam nas ruas e em redes sociais de que o seu governo vai cortar direitos trabalhistas. Ainda de acordo com o peemedebista, nenhum governo é “idiota” para chegar ao poder e retirar os direitos de trabalhadores, e que a divulgação desse tipo de informação “cria problemas” para o seu governo.

Como exemplo, temer citou a jornada de trabalho de 12 horas. “Bombou na rede social que o Temer está exigindo 12 horas de trabalho por dia. Isso tudo resultou de um encontro do ministro do Trabalho com alguns sindicatos que lá levantaram uma questão, a partir da participação de trabalhadores da enfermagem, que trabalham 12 por 36 horas”, disse o presidente. “O que ocorreu foi, em uma mera alocução discursiva, a ideia de, quem sabe, se o trabalhador quiser e por força de uma convenção coletiva, o trabalhador passe a trabalhar apenas 4 dias por semana. Portanto faz 12 horas por dia, já incluídas 4 horas extras, e folga 3 dias. Isso foi o que se conversou, mas não foi o que se divulgou”, reclamou o presidente. 

E Temer acrescentou:  “Convenhamos, é muito desagradável imaginar que um governo seja tão, se me permite a expressão forte, tão estupidificado; tão idiota que chegue ao poder para restringir direito de trabalhadores e acabar com a saúde e a educação. Isso vai pegando e passando de um para outro com o poder extraordinário das redes sociais”.

A polêmica veio da declaração que o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, fez no último dia 8 de que a reforma poderia formalizar a jornada diária de até 12 horas. No outro dia (9) o Ministério do Trabalho divulgou uma nota afirmando que não haverá aumento da jornada diária e que a as horas trabalhadas por semana (44 no total) não serão alteradas. O ministro afirmou que "nunca se cogitou aumentar" a jornada.

Ainda segundo o presidente Temer, é necessário “combater” esse tipo de divulgação por dividir o país. “É preciso combatê-los, e eu vou combatê-los. Não vamos permitir que se faça de outra maneira. Não queremos o mal do país. Muito pelo contrário. Desde o começo todos sabem que eu proponho uma tese de pacificação e reunificação nacional”, declarou o peemedebista. E ele pediu ainda ajuda dos parlamentares no combate aos críticos. “Peço a licença para dizer que isso é inadmissível”, disse. “Que os senhores deputados e senadores vão à tribuna e contestem aqueles que possam eventualmente vilipendiar os fatos; reduzi-los e apequená-los, simples e unicamente para dizer que o governo não está preocupado com saúde e educação”, completou. 

Essa não é a priemeira vez que Temer caracteriza como “inaceitável” as críticas ao seu governo que circulam nas ruas e em redes sociais. Em seu primeiro discurso como presidente definitivo, o peemedebista garantiu, em tom rígido, que não aceitaria mais ser chamado de golpista e que “não levaria ofensa para casa”. Ele disse ainda que divisões no Congresso Nacional de partidos que compõem o congresso federal serão “inadmissíveis” e que “não seriam tolerados”. E finalizou: “Não será tolerado, quem não quer que o governo dê certo, declare-se contra o governo e saia”.

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