Política

Rui repudia pedido de prisão de Lula por promotores de São Paulo

Para Rui Costa, a maneira como os promotores lançaram as acusação,"não passou de um espetáculo pra atingir o ex-presidente". [Leia mais...]

[Imagem not found]
Foto : Tácio Moreira /Metropress

Por Milene Rios e Gabriel Nascimento no dia 22 de Setembro de 2016 ⋅ 08:34

Na semana passada os promotores Cassio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo, do  Ministério Público de São Paulo, fizeram denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e exigiam da justiça o pedido de prisão preventiva de Lula, o acusando de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. O trio pediu à juíza Maria Priscilla Ernandes da 4.ª Vara Criminal que os autorizasse a cumprir pessoalmente o mandado. Nesta quinta-feira(22), em entrevista à Mário Kertész, na Rádio Metrópole, o governador Rui Costa (PT) repudiou o pedido dos juristas e classificou a atitude como arbitrária e partidária. 

“Fico triste. Na hora que um promotor público, alguém do Ministério Público, vira militante partidário, político, a democracia está ameaçada. Os direitos individuais estão ameaçados. Como cidadão, vou repudiar toda e qualquer atitude de qualquer juiz  ou procurador que virar militante de um partido político. A constituição é clara, juz e membros do MP não podem ter esse tipo de conduta. A lei tem que ser aplicada a todos com respeito a constituição e estamos presenciando um completo desrespeito”, disse o governador. 

Para Rui Costa, a maneira como os promotores lançaram as acusação, não passou de um espetáculo pra atingir o ex-presidente. “O promotor começa a apresentação, o espetáculo, dizendo: 'não espere aqui provas cabais do que eu vou falar, mas tenho convicção'. Independente de quem você votou na eleição, imagine se alguém de sua família, um delegado virar pra pessoa e dizer, não tenho nenhuma prova que você cometeu o assassinato mas estou convencido. O que você acha disso? A lei é muito explicita, estamos caminhando para o descumprimento, é inadmissível. Inaceitável. Não tem limite. Hoje começa com perseguição, amanhã a dois, três, empresários, comunicadores. Inaceitável isso. A sociedade brasileira precisa exigir punição do dinheiro público e exigir o cumprimento da nossa constituição se não não é democracia. É barbárie. Não podemos nos calar com isso”, declarou o governador 

Notícias relacionadas