Política

"Querendo, pode ajudar na renegociação", diz Rui sobre Geddel

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB) foi alvo de crítica de Rui Costa (PT), na manhã desta quinta-feira (22), durante entrevista à Rádio Metrópole. Questionado por Mário Kertész sobre a renegociação das dívidas estaduais, o governador afirmou que "ao invés de querer calar a voz dos baianos, ele pode ajudar a resolver". [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Camila Tíssia e Gabriel Nascimento no dia 22 de Setembro de 2016 ⋅ 08:53

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB) foi alvo de crítica de Rui Costa (PT), na manhã desta quinta-feira (22), durante entrevista à Rádio Metrópole. Questionado por Mário Kertész sobre a renegociação das dívidas estaduais, o governador afirmou que "ao invés de querer calar a voz dos baianos, ele pode ajudar a resolver". O chefe do Executivo baiano considera que o Nordeste não tem impacto positivo frente à queda de arrecadação e as consequentes dificuldades impostas "aos estados mais pobres do país".

"Acho que o povo baiano não precisa mudar ideias, para ter o que é de direito. Não é um favor que o ministro tá fazendo à Bahia, nem ao nordestino. É de direito pela constituição brasileira. Vou me referir, e o ministro querendo ajudar, pode ajudar na renegociação. Porque o que está fazendo é perseguir, maltratar. Você deve ter visto que o Governo Federal está destinando 50 bi para renegociação das dívidas dos estados. Sabe quanto representa a população do nordeste no brasil? 28%. Todos os estados nordestinos estão recebendo 4% desse dinheiro. Por mês, São Paulo vai receber 500 milhões, por ano, a Bahia vai receber 300 milhões. O que você acha disso? Os governadores destas três regiões assinaram uma carta aberta ao presidente pedindo uma reunião com ele, pedindo que haja um tratamento equilibrado, republicano, de respeito a essas três regiões, portanto que haja uma rediscussão desse pacote de benefício", pontuou.

Rui disse também que na última reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ele pediu para "rediscutir como dividir o bolo". "O tamanho do bolo está dado, se o governo não tem mais fermento pra colocar no bolo, se não pode aumentar o bolo, que pelo menos se resdiscuta. Vou continuar defendendo interesses dos baianos, nordestinos, independente da opinião desse ou daquele ministro. A Bahia não vai se calar. É da história do nosso povo, não se calar. O 2 de julho é a expressão disso. Nosso povo sempre lutou pela independência e vai continuar lutando. Há um movimento forte dos governadores. Se nossos senadores, juntos, dessas regiões, somos 60 senadores. Estamos apelando a nossos senadores, os da Bahia tenho convicção do seu comportamento, que os governadores estão pedindo pra os senadores que defendam seu estado. Vamos continuar defendendo nosso estado contra esse direcionamento absurdo e esse preconceito contra as três regiões".

O governador reforçou que a Bahia tem o nome limpo e está com um dos melhores índices de endividamento. "Pior, além de não contemplar as três regiões, o governo está fazendo, botou o pé em cima da possibilidade dos estados tomarem crédito no exterior. Estou com contrato pronto pra assinar com um banco europeu e não recebemos o dinheiro porque precisamos do aval do ministério da Fazenda. As coisas estão caminhando para um caminho complicado. A volta daquele conceito da perseguição parece que vai reinar em nosso país mais uma vez. Mas não vamos nos calar, vou continuar defendendo a Bahia, os governadores assinaram o documento. É um pleito inclusive de governadores do PMDB".

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