Política

Reforma da Previdência só depois das eleições; sinaliza governo

Depois de uma reunião no Palácio do Alvorada com o presidente da República, Michel Temer, na noite de terça-feira (27), o governo já começa a sinalizar que a reforma da Previdência será enviada ao Legislativo somente após as eleições municipais. [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/ Metropress

Por Matheus Morais no dia 28 de Setembro de 2016 ⋅ 07:30

Depois de uma reunião no Palácio do Alvorada com o presidente da República, Michel Temer, na noite de terça-feira (27), o governo já começa a sinalizar que a reforma da Previdência será enviada ao Legislativo somente após as eleições municipais. No encontro, Temer pediu empenho aos líderes de sua base no Congresso para aprovar, na semana do dia 10 de outubro, o projeto que cria um teto para os gastos públicos.

De acordo com o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, a prioridade do governo federal é a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para a criação do teto e o Planalto "não pode trabalhar com a ideia de prazo" para a reforma da Previdência, que gera polêmica inclusive entre os aliados do peemedebista. 
 
"Fomos atropelados pelos eventos [cassação de Eduardo Cunha e eleições]. Na próxima semana, tentaremos agilizar os encontros com os setores [sindicalistas, empresários etc.]", afirmou Geddel após a reunião com Temer. Dessa forma, o Planalto enterra de vez a ideia de enviar ao Congresso a proposta até esta sexta-feira (30), como era o plano inicial. 
 
Apesar de dizer que o governo não quer ser acusado de "autoritarismo" por não discutir a proposta com as partes envolvidas, Geddel admitiu que o texto já está pronto e será apresentado a Temer na quinta-feira (29). 
 
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o ministro disse ainda que houve "manifestações claras" de fechamento de questão de bancadas de partidos para a aprovação do teto em votação nos dias 10 e 11 de outubro no plenário da Câmara. O líder do governo na Casa, deputado André Moura (PSC-SE), afirmou que conta com o fechamento de questão de partidos como PMDB, PP, PR, PTB e PSD. Mas havia resistência de líderes quanto à criação de um limite de gastos para saúde e educação. 

Durante a reunião no Alvorada, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Henrique Meirelles (Fazenda) fizeram uma apresentação com tabelas e gráficos para mostrar a necessidade de aprovar o projeto e o impacto positivo que, segundo eles, as medidas vão trazer às contas públicas. 

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