Política

Prisão de Lula: "Não acredito que cometam este absurdo", diz Dilma

Entrevistada pela primeira vez na televisão brasileira, após o impeachment, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) falou à TVE Bahia sobre diversos assuntos do cenário político, na noite dessa terça-feira (27). Comandada pelo jornalista Bob Fernandes, a conversa durou cerca de uma hora. [Leia mais...]

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Foto : Divulgação / Irdeb

Por Camila Tíssia no dia 28 de Setembro de 2016 ⋅ 07:53

Entrevistada pela primeira vez na televisão brasileira, após o impeachment, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) falou à TVE Bahia sobre diversos assuntos do cenário político, na noite dessa terça-feira (27). Comandada pelo jornalista Bob Fernandes, a conversa durou cerca de uma hora. A petista citou traição, democracia, impeachment, golpe, ditadura e comentou sobre os sentimentos de ódio e vingança que ela falou ter sofrido. Questionada sobre a possibilidade da prisão do ex-presidente Lula, ela disse não acreditar que "cometam este absurdo".

"Não porque sejam bons, mas acredito que também não são burros. Acho que transformará a prisão de uma pessoa visivelmente injustiçada em um herói. Acho que eles não irão querer. Acho que a estratégia é inviabiliza-lo para 2018. O golpe só se completa com isto. As forças que deram o golpe têm muito interesse que ele seja julgado e condenado. Eles tiram o Lula do jogo e se livram da Lava Jato. Não estou dizendo que todas as pessoas que participam da operação seja essa, mas a estratégia dos que deram o golpe é a seguinte: constrói um impeachment fraudulento", afirmou.

Dilma também falou do que ela se orgulhou no seu governo. "Me orgulho do pré-sal, do 'Minha Casa Minha Vida, do Pronatec, de todo o processo de inclusão que fizemos, das obras de infraestrutura".

A pestista também foi questionada sobre o que mais deixou ela magoada e ela citou a polêmica do cachorro. "Tinha e teve um viés misógino, machista em relação à figura que construíram de mim. Suportei muitas coisas. Uma das coisas que fiquei extremamente magoada foi a história do cachorro. Eu nunca deixei de ter cachorro, tive a vida inteira. Eu tinha cinco cachorros, todos eles eu herdei, dois foram do ex-presidente Lula, eu os criei, o meu tinha 13 anos, e uma que eu peguei na rua, uma que eu ganhei. O meu cachorro de 14 anos era um labrador, fiz de tudo para ele não morrer, mas aí ele teve duas doenças, por isso que ele foi sacrificado. Aí virei assassina de cachorro"

Entre outros assuntos, a ex-presidente ainda comentou a prisão temporária do ex-ministro Guido Mantega, com "critérios não oficiais de investigação da corrupção no Brasil, que prendem Mantega e deixam Cunha solto”, além de analisar alguns aspectos da atual governo de Michel Temer e fazer um balanço dos erros e acertos de seus mandatos como presidente.

Veja a entrevista completa no site do Irdeb Bahia.  

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