Política

Atanázio Júlio se elege, mas pode perder vaga na Câmara; entenda

A eleição do tucano Atanázio Júlio para a Câmara de Vereadores chama atenção. Com 5.349 votos, Júlio pode perder a cadeira antes mesmo de assumir o posto no Legislativo Municipal. [Leia mais...]

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Foto : Divulgação/ Câmara de Vereadores de Salvador

Por Matheus Morais no dia 04 de Outubro de 2016 ⋅ 14:12

A eleição do tucano Atanázio Júlio para a Câmara de Vereadores chama atenção. Com 5.349 votos, Júlio pode perder a cadeira antes mesmo de assumir o posto no Legislativo Municipal, já que seu correligionário Cézar Leite teve 7.447 votos, o que lhe permitiria ser vereador. Porém, Leite não foi considerado eleito pois tem uma pendência na Justiça Eleitoral. O imbróglio tem deixado a direção do PSDB baiano tensa. 

Com a candidatura indeferida, o tucano espera o julgamento do recurso para tentar reverter a decisão no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Se a sentença for favorável, Leite assume a vaga de Atanázio Júlio. O PSDB fez uma bancada com três vereadores, incluindo o mais votado do pleito, o atual presidente da Câmara, Paulo Câmara, além de Tiago Correia e o próprio Atanázio Júlio. Júlio chegou a assumir a vaga de vereador quando Tiago Correia se licenciou para comandar a Limpurb. 

Contatado pelo Metro1, nesta terça-feira (4), Leite afirmou que está confiante numa vitória na Justiça. "Estou aguardando o julgamento e estou numa expectativa boa. Nós fizemos uma campanha super limpa, sem nenhuma estrutura, no boca a boca, nas redes sociais. Tivemos um problema burocrático, erramos numa prestação de contas, numa inexperiência nossa. Nossa votação é fruto da nova política que as pessoas querem, que a sociedade quer", ressaltou. 

Leite, que é médico, disse ainda que houve um engajamento muito grande da classe médica em sua campanha. "Foi uma campanha bonita para todos. Espero ganhar esse recurso no TRE, assim vamos encampar isso, essa nova política. Muitos candidatos tradicionais não conseguiram um número de votos expressivo. Falhas burocráticas acontecem e nós queremos mostrar que isso não pode ser maior que a vontade das urnas. Estou com muita vontade de entrar na Câmara e fazer diferente", pontuou. 

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