Política

Cantanhêde aponta enfraquecimento de Wagner e ascensão de Neto na Bahia

Colunista do Estadão e comentarista da Rádio Metrópole, a jornalista Eliane Cantanhêde avaliou, em entrevista à Mário Kertész nessa terça-feira (4), o resultado das eleições municipais em Salvador e na cidade de São Paulo [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira no dia 04 de Outubro de 2016 ⋅ 09:10

Colunista do Estadão e comentarista da Rádio Metrópole, a jornalista Eliane Cantanhêde avaliou, em entrevista à Mário Kertész nessa terça-feira (4), o resultado das eleições municipais em Salvador e na cidade de São Paulo. De acordo com Cantanhêde, o enfraquecimento do Partido dos Trabalhadores (PT) em todo o país é notório e, na Bahia, isso mostra a redução do poder do ex-governador e ministro Jaques Wagner e, consecutivamente, o crescimento de ACM Neto (DEM) no cenário político nacional. 

“Ai é interessante porque a Bahia mostra o seguinte: a eleição além de tragar as lideranças, porque o Lula fez campanha no Nordeste, traga também as grandes promessas futuras para o PT. O Wagner que sempre deu a reviravolta de ultima hora na Bahia e agora, com os 74% [de votos], ACM Neto se afirma como uma liderança. Você tem nessa balança uma fragilidade da esquerda e emerge a direita. Neto se coloca como personagem da política nacional, sobe vários degraus na política nacional e dá sobrevida ao DEM, que todo mundo achava que estava morto e não está”, ponderou.

Classificando o governador Rui Costa (PT) como “um tanto desconhecido no cenário nacional”, Cantanhêde atribui a situação ao protagonismo dado, até então, a Wagner. “O Nordeste é um reduto petista. Tanto que o Lula fez campanha no Nordeste, Dilma fez campanha em Salvador. O PT não ganhou em nenhuma capital do Nordeste”, disse. 

Eleições em São Paulo - Sobre o resultado das urnas em São Paulo, a jornalista afirmou que a situação ajudou a projetar a eleição de 2018, quando o atual governador Geraldo Alckmin (PSDB) deve ser privilegiado com a vitória de João Dória (PSDB) para a prefeitura.

“A imprensa nacional estava focada na Dilma, olimpíada, mas quando abriu o olho, a eleição municipal deu muitas dicas para 2018. A primeira é que o PT foi bastante atingido, violentamente pela crise e pela Lava Jato. Sofreu bastante de Norte a Sul, só ganhou Acre no primeiro turno. Acima de 20% só em Recife. No mais, abaixo de 20%. Não deu para o gasto em Belo Horizonte, Bahia. Essa é a primeira projeção. A segunda é que todo mundo se perguntava quem vai se beneficiar com essa dificuldade do PT. É o PSDB que está se beneficiando. Em São Paulo, um fato inédito foi a vitória de Doria no primeiro turno.  Alckmin escolheu um candidato inviável (...) E o Doria veio de 3% e disparou, passou um por um e ganhou no primeiro turno. Essa vitória não é apenas do João Doria, mas principalmente do Alckimin que larga na frente na disputa de 2018”, concluiu. 

 

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