Política

Deputado diz que não há prova contra o PT e operações expõem partido

Após a sede do Partido dos Trabalhadores ser um dos alvos da Polícia Federal (PF), em Salvador, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Afonso Florence comentou a operação, durante entrevista ao apresentador José Eduardo, nesta quarta-feira (5). Para o deputado, investigações como essa expõem o grupo político. [Leia mais...]

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Foto : Marcelo Camargo / Agência Brasilc

Por Camila Tíssia e Matheus Morais no dia 05 de Outubro de 2016 ⋅ 09:37

Após a sede do Partido dos Trabalhadores ser um dos alvos da Polícia Federal (PF), em Salvador, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Afonso Florence comentou a operação, durante entrevista ao apresentador José Eduardo, nesta quarta-feira (5). Para o deputado, investigações como essa expõem o grupo político. 

"Quero registrar que nós somos e continuaremos a favor de investigações de fatos e pistas sobre corrupção. A delação premiada foi fruto de um projeto de lei da presidente Dilma. Existem delações premiadas contra Aécio, Serra, Lula e agora contra o Governo da Bahia. Essa delação levou a PF a arrombar a sede do PT baiano, a delação é alguém que foi pego no crime e dedura alguém. Esse alguém só pode ser submetido a investigação. Não tem uma prova, o PT não foi notificado, o governador não foi notificado, isso, antes do primeiro turno expôs o PT. Setores expõem o PT, as ações contra Guido Mantega e Palocci foram feitas na semana da eleição, poderia ter sido feita seis meses antes ou seis meses depois", afirmou à Rádio Metrópole.  

Lava Jato
Afonso Florence ainda reforçou que o "ataque" de ontem da PF foi um "absurdo" contra o PT da Bahia e citou a outras circunstâncias da operação.  

"Eu não vou fazer conjecturas sobre outros partidos. O ministro Teori fez considerações sobre a apresentação daquele power point por um promotor, há uma esperta curarização, em relação ao PT. Existem delações contra outros partidos, contra o PMDB, o PSDB, O PP. O ministro Alexandre Moraes, da justiça, em um comício, em Ribeirão Preto, anunciou outra fase da Lava Jato. O ministro Cardoso ficou conhecido por não interferir nas investigações. Quando a gente denuncia um abuso não é contra o MP, esperamos que todos sejam tratados como qualquer cidadão é tratado.Teve um caso em São Paulo daquela escola que foi depredada e depois descobriram que era mentira. Houve declarações de promotores e juízes que tem que parar por aí, que não tem que pegar delação da OAS".  

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