Política

MK lembra apoio de Ulysses Guimarães em eleição para prefeito de Salvador

Um dos mais importantes políticos do país, Ulysses Guimarães, se estivesse vivo completaria 100 anos nesta quinta-feira (6). Conhecido também como "Senhor Diretas", Ulysses atuou pelo voto popular nas eleições de 1984, quando a ditadura militar estava em seus últimos anos no comando da nação. [Leia mais...]

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Foto : Arquivo pessoal

Por Matheus Morais no dia 07 de Outubro de 2016 ⋅ 12:24

Durante o Jornal do Meio Dia, da Rádio Metrópole, na tarde desta sexta-feira (7), Mário Kertész lembrou de um dos mais importantes políticos do país: Ulysses Guimarães. Também conhecido como "Senhor Diretas", Ulysses atuou pelo voto popular nas eleições de 1984, quando a ditadura militar estava em seus últimos anos no comando da nação. Se estivesse vivo, completaria na última quinta-feira (6), 100 anos.

A história política de "Doutor Ulysses" precisa ter mais atenção, ressaltou MK citando uma das fotos do seu arquivo pessoal - publicada no Metro1: "Doutor Ulysses tem que ser mais lembrado...Eu tô vendo umas fotos em que Doutor Ulysses, essa figura maravilhosa, estava aqui fazendo campanha para prefeito de Salvador; depois em 1986". 

O discurso de Ulysses Guimarães foi registrado em 1985, durante a campanha de Mário Kertész para prefeito de Salvador. Mário assumiu em 1 de janeiro de 1986. Na foto também estão os ex-governadores Waldir Pires e Roberto Santos.  

 

 

Sobre Ulysses Guimarães

 

O começo

Em 1940, Ulysses Guimarães formou-se advogado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi vice-presidente da UNE e secretário da Federação Paulista de Futebol. Em 1947, elegeu-se deputado estadual pelo Partido Social Democrático (PSD). Já após três anos, concorreu à Câmara dos Deputados, sendo reeleito em 1954 e em 1958, quando foi também delegado do Brasil junto à Organização das Nações Unidas (ONU). 

Em 1961, Ulysses foi nomeado ministro da Industria e do Comércio, durante o regime parlamentarista. Exonerou-se no ano seguinte, retornando a suas atividades na Câmara. Dois anos depois do golpe militar de 31 de março de 1964, com a instituição do bipartidarismo, filiou-se ao MDB - Movimento Democrático Brasileiro -, o partido de oposição à ditadura, e foi eleito seu vice-presidente, além de deputado federal pelo partido. Nos dois anos seguintes foi presidente do Parlamento Latino-americano. Em 1971 assumiu a presidência do MDB.

Regime militar e o autoritarismo

No final do período mais autoritário do regime militar, em 1973, apresentou-se como anticandidato à presidência da República, como forma de protestar contra a farsa da eleição presidencial promovida pela ditadura, em que o "candidato" governista já estava previamente eleito, pela via indireta do voto de um Congresso manipulado.

Em 1988, presidiu a Assembléia Nacional Constituinte e anunciou a promulgação da chamada "Constituição Cidadã", que, muito emendada, permanece em vigor até hoje. Apesar de seu papel destacado na política nacional, entre o final dos anos 1970 e a década de 1980, viu o PMDB se transformar num partido dividido e ambíguo que perdeu a bandeira do oposicionismo para o PT e o PDT.

Candidato a presidente

Candidato a presidente da República em 1989, Ulysses teve apenas 4% dos votos válidos no primeiro turno, um percentual inexpressivo que mal o aproximava do segundo e do terceiro candidatos mais votados, respectivamente Lula e Leonel Brizola. O segundo turno foi ganho por Fernando Collor de Mello, que logo sofreu o processo de impeachment, devido ao esquema de corrupção articulado ao seu redor. Ulysses Guimarães colaborou ativamente no processo, que terminou com a renúncia de Collor e a posse do vice Itamar Franco.

Morte

Ulysses Guimarães morreu em 12 de outubro de 1992 após sofrer um acidente de helicóptero na região de Angra dos Reis (RJ) - seu corpo nunca foi encontrado. 

 

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