Política

Florence fala sobre oposição a PEC: "Consideramos que é excessivo"

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Afonso Florence, falou nesta segunda-feira (10), em entrevista à Rádio Metrópole, sobre a oposição do partido em relação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o aumento dos gastos públicos. Segundo o petista, ele é contra por três motivos. [Leia mais...]

[Imagem not found]
Foto : Agência Brasil

Por Jessica Galvão no dia 10 de Outubro de 2016 ⋅ 18:47

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Afonso Florence, falou nesta segunda-feira (10), em entrevista à Rádio Metrópole, sobre a oposição do partido em relação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o aumento dos gastos públicos. Segundo o petista, ele é contra por três motivos.

"Primeiro, Michel Temer enviou um projeto, durante o período de interinidade para mudar a Constituição por 20 anos. Ele ainda era interino, tinha acabado de chegar, a presidenta nem tinha sido afastada, então nós achamos que essa foi uma forma que não respeitou o trâmite fundamental de que alguém para mudar a Constituição, tem que ter voto. Ele pode angariar os votos no Congresso, mas a proposta dele é inconstitucional, a PGR disse, e nós vamos disputar no judiciário, porque ela altera a Constituição por 20 anos. Cinco mandatos de presidentes eleitos após o mandato dele, considerando que ele tenha mandato até 2018. Diz respeito a democracia, ele está dizendo que o Congresso e os presidentes que sucederão o presidente atual, ele e o congresso atual, não poderão determinar independente do que aconteça na economia", falou Florence. 

"O terceiro motivo é que é verdade que houve gasto, que precisa de um ajuste fiscal, mas esse ajuste fiscal não pode apenas ser feito no gasto primário, sem que o governo também opere alterações na gestão econômica, por exemplo, da dívida. O governo continua a publicar a swap cambial, continua a publicar títulos da dívida com base na Selic. Nós vimos com a Dilma 2015 que o ajuste leva a recessão que cai a arrecadação. O ajuste, um ano ou dois, é muito duro. Ele está propondo um ajuste de 20 anos, o governo não vai poder fazer o chamado de 'gasto primário', que é o gasto da saúde, da educação, da assistência social, dos salários dos professores, do salário mínimo. Por isso nós somos contra, o que não quer dizer que sejamos contra a qualquer rigor fiscal, a qualquer busca de solução para as contas públicas, agora, por 20 anos, mudando a Constituição e tirando a prerrogativa de presidentes eleitos e Congresso Nacional eleito, nós consideramos que é excessivo", completou o petista.

Notícias relacionadas