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Lava Jato: ex-senador Gim Argello é condenado a 19 anos de prisão

O ex-senador Gim Argello (PTB) foi condenado a 19 anos de prisão pela Justiça Federal nesta quinta-feira (13). Inicialmente, ele cumprirá a pena em regime fechado em ação da Operação Lava Jato. O ex-parlamentar foi condenado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução à investigação. Esta é a primeira condenação de Argello na Lava Jato. [Leia mais...]

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Foto : Pedro França/Agência Senado

Por Matheus Simoni no dia 13 de Outubro de 2016 ⋅ 14:43

O ex-senador Gim Argello (PTB) foi condenado a 19 anos de prisão pela Justiça Federal nesta quinta-feira (13). Inicialmente, ele cumprirá a pena em regime fechado em ação da Operação Lava Jato. O ex-parlamentar foi condenado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução à investigação. Esta é a primeira condenação de Argello na Lava Jato. O ex-senador foi absolvido do crime de organização criminosa.

O dinheiro da indenização, de acordo com o juiz federal Sérgio Moro, deve ser convertido ao Congresso Nacional. Também foram condenados empreiteiros que aparecem como réus em outras ações da Lava Jato. Moro absolveu cinco dos acusados neste processo, de todos os crimes denunciados, por falta de provas. Veja a lista abaixo:

-Jorge Afonso Argello (Gim Argello) - ex-senador pelo PTB - 19 anos por corrupção passiva,  lavagem de dinheiro e obstrução à investigação de organização criminosa.
-Jorge Afonso Argello Junior - filho do ex-senador  - absolvido
-Paulo César Roxo Ramos - assessor do ex-senador - absolvido
-Valério Neves Campos - ex-secretário-geral da Câmara Legislativa do Distrito Federal - absolvido
-José Aldemário Pinheiro Filho (Léo Pinheiro) - ex-presidente da construtora OAS - 8 anos e dois meses de reclusão pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e obstrução à investigação de organização criminosa.
-Roberto Zardi Ferreira - diretor de Relações Institucionais da OAS - absolvido
-Dilson de Cerqueira Paiva Filho - executivo ligado à OAS - absolvido
-Ricardo Ribeiro Pessoa - dono da construtora UTC - 10 anos e seis meses de reclusão por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e obstrução à investigação de organização criminosa.
-Walmir Pinheiro Santana - ex-diretor financeiro da UTC - 9 anos, oito meses e 20 dias de reclusão por corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução à investigação de organização criminosa.

Argello exerceu o mandato entre 2007 e 2014 e está preso desde abril, quando a foi deflagrada a 28ª fase da Lava Jato. A força-tarefa da operação afirma que há indícios concretos de que ele solicitou vantagem indevida para evitar que os empreiteiros fossem chamados para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, em 2014.

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