Política

Otto sobre PEC 241: Se for afetar saúde voto contra, se não, voto a favor”

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que prevê o congelamento dos gastos públicos durante 20 anos, vem dividindo opiniões. De acordo com o senador Otto Alencar (PSD), o seu voto só será contrário a medida se ela afetar a saúde e a educação [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira e Gabriel Nascimento no dia 14 de Outubro de 2016 ⋅ 10:01

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que prevê o congelamento dos gastos públicos durante 20 anos, vem dividindo opiniões. De acordo com o senador Otto Alencar (PSD), o seu voto só será contrário a medida se ela afetar a saúde e a educação.

“Eu li a PEC toda, vi com clareza. O problema é que nesse momento que o Brasil está, onde chegou, com déficit orçamentário, com programação de R$ 145 bilhões para o próximo ano, ou se toma uma decisão radical de contenção, menos na saúde e na educação. Ontem assisti Temer dizer que saúde e educação não serão afetadas. Quando chegar ao Senado é que vamos ver se vai afetar ou não. Se for afetar voto contra, se não, voto a favor”, disse, em entrevista ao apresentador José Eduardo nessa sexta-feira (14).

Segundo Otto, o momento econômico do país pede que gastos sejam cortados. “O que acho que deve ocorrer é uma posição pro governo ter uma posição de não fechar no vermelho, porque se não vai aumentando a dívida pública e o país vai chegar em um nível de descontrole completo. É a minha tese. É preciso conter os gastos pra que a gente possa fechar as contas não no vermelho como nos últimos anos. O grande problema do Brasil é que em vez de fazer o ajustamento das contas é fazer o refinanciamento. Tem que tomar uma atitude pra resolver”, explicou.

O senador condenou os que fazem “politica radical”, “achando que tudo que vem agora tem que ser contestado porque é do governo. Votei contra o impeachment, mas não é por isso que vou ficar nessa de quanto pior melhor. Vou votar pela minha consciência pro melhor pro brasil. Não quero cargo no governo”, completou. 

 

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