Política

Ministro das Relações Exteriores diz que juros podem cair nos próximos meses

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, declarou neste domingo (16), durante a reunião dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em Goa (Índia), onde acompanha o presidente Michel Temer, que os juros básicos da economia, atualmente em 14,25% ao ano, o maior patamar em dez anos, devem ser reduzidos nos próximos meses.

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Foto : Valter Campanato/Agência Brasil

Por Matheus Simoni no dia 16 de Outubro de 2016 ⋅ 19:25

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, declarou neste domingo (16), durante a reunião dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em Goa (Índia), onde acompanha o presidente Michel Temer, que os juros básicos da economia, atualmente em 14,25% ao ano, o maior patamar em dez anos, devem ser reduzidos nos próximos meses.

Questionado por jornalistas, as atuais condições do país permitem que o quadro possa mudar. "Eu acho que cabe sim reduzir os juros nos próximos meses. Vai acontecer isso, dadas as condições atuais de retração da inflação e, em alguns casos, como da Petrobras, de redução dos preços", declarou ele.

Nesta semana, acontece a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Segundo economistas do mercado financeiro, a expectativa maciça é de que, após quatro anos, a taxa Selic volte a ser reduzida. A decisão será anunciada por volta das 18h da próxima quarta-feira (19).

O ministro Serra também declarou que a economia mundial não está em uma "conjuntura muito favorável", pois a retração do nível de atividade nos países emergentes é "maior do que se pensava" e, por outro lado, há desaceleração também nos países desenvolvidos. "O Brasil, no ano que vem, já deve ter um crescimento positivo, o que fará diferença na economia mundial dado o tamanho da economia brasileira. E, no âmbito dos Brics, essa é a ideia. Retomar de maneira sustentada um crescimento da economia. E há hoje um certo ceticismo no mundo quanto a eficácia das políticas para acelerar o crescimento. A conjuntura não é das melhores, mas é favorável à virada e às mudanças", afirmou ele.

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