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Lava Jato: Moro intima Cunha para apresentação de defesa em Curitiba

O juiz Sergio Moro, responsável pelos julgamentos da Operação Lava Jato em primeira instância, mandou intimar o ex-presidente da Câmara e deputado federal cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) sobre ação penal por corrupção e lavagem que passou a responder na Justiça Federal do Paraná. O peemedebista é acusado de receber propina de contrato de exploração de Petróleo no Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro. [Leia mais...]

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Foto : Lula Marques/Agência PT

Por Matheus Simoni no dia 17 de Outubro de 2016 ⋅ 14:32

O juiz Sergio Moro, responsável pelos julgamentos da Operação Lava Jato em primeira instância, mandou intimar o ex-presidente da Câmara e deputado federal cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) sobre ação penal por corrupção e lavagem que passou a responder na Justiça Federal do Paraná. O peemedebista é acusado de receber propina de contrato de exploração de Petróleo no Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro.

Moro decidiu que a defesa de Cunha tem 10 dias contados a partir do recebimento desta intimação para protocolar a defesa prévia. Na última quinta-feira (13), o magistrado retomou o processo que corria no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-parlamentar a respeito da ação penal que trata da existência de contas na Suíça em nome de Cunha. Como a Corte já havia aceitado a denúncia, Sergio Moro apenas vai continuar o julgamento do caso, a partir de onde o processo parou no STF.

Eduardo Cunha é acusado de ter recebido o equivalente a R$ 5,2 milhões em francos suíços em propina. Os recursos teriam sido pagos pelo dono da CBH e intermediados por João Augusto Rezende Henriques, apontado pelos investigadores como o operador das propinas destinadas ao PMDB na Petrobras, de acordo com os investigadores.

O destino da propina foram três contas que Cunha mantinha na Suíça por meio de trustes. Posteriormente, parte desse dinheiro teria sido destinado a outra conta, que tinha sua mulher, Cláudia Cruz, como beneficiária. Em outra ação na 13ª Vara de Curitiba, Cláudia é acusada de ter conhecimento da origem ilícita do dinheiro, que teria sido utilizado para pagar compras em lojas de luxo no exterior.

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