Política

Disputa pelo comando da Câmara esquenta com criação de bloco contra atual gestão

A eleição que vai escolher o novo presidente da Câmara Municipal de Salvador ainda é no dia 2 de janeiro do ano que vem, mas a briga pelo mais alto posto do Legislativo Municipal já está a todo vapor [Leia mais...]

[Imagem not found]
Foto : Divulgação

Por Matheus Morais no dia 20 de Outubro de 2016 ⋅ 06:02

A eleição que vai escolher o novo presidente da Câmara Municipal de Salvador ainda é no dia 2 de janeiro do ano que vem, mas a briga pelo mais alto posto do Legislativo Municipal já está a todo vapor.  Na quarta-feira (19), os cinco candidatos governistas à presidência da Casa — Geraldo Júnior (SD), Joceval Rodrigues (PPS), Leo Prates (DEM), Tiago Correia (PSDB) e Isnard Araújo (PHS) — lançaram o “Movimento Câmara Democrática”, contrário à reeleição do atual presidente Paulo Câmara (PSDB). 

O representante do grupo que vai disputar a eleição contra Paulo Câmara será escolhido no dia 12 de dezembro. Além disso, o movimento promete trazer uma “agenda positiva” para o Legislativo Municipal e em hipótese alguma se aliar ao tucano na disputa. Será que desta vez Paulo Câmara será destronado? 

Geraldo Júnior: “Câmara de Salvador não pode virar a Assembleia legislativa”
O atual vice-presidente da Câmara, Geraldo Júnior, afirmou que o movimento não tem “nada pessoal” contra Paulo Câmara, mas que quer a chance de presidir o legislativo. 

“Os cinco vereadores desse movimento não aceitam e não apoiarão uma terceira candidatura do presidente Paulo Câmara. Se isso ocorrer, por simetria, irá ser o que ocorre com a Assembleia Legislativa da Bahia, e esse erro nós não temos a vontade nem o ânimo de percorrer no mesmo sentido”, disse à Metrópole, referindo-se ao fato de que o deputado Marcelo Nilo já está no quinto mandato como presidente da Assembleia.  

Joceval: oposição também quer democracia
Já o líder da base de ACM Neto na Casa, Joceval Rodrigues, destacou o apoio da bancada de oposição ao movimento. “O nome ‘Câmara Democrática’ nasce justamente de alguns vereadores da oposição. Nossa linha é trazer unidade dentro da Casa. Os vereadores da oposição também querem essa democracia interna da Câmara consolidada. Não existe veto a nenhum grupo. É um movimento apartidário, independente”, ressaltou. 

Correia: continuidade é “exemplo ruim”
Candidato contra Paulo Câmara na eleição anterior, o vereador Tiago Correia fez questão de destacar o caráter democrático da disputa que vai acontecer em janeiro. “Conversamos com vereadores de todos os partidos. O movimento é pluripartidário. Temos diversos colegas apoiando a não manutenção do poder. É um exemplo ruim para a democracia. A gente acha que existem nomes que podem presidir a Casa de maneira competente”, analisou Correia, que teve dez votos na última eleição para presidente da Câmara. 

Oposição terá candidato?
A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) ressaltou a importância do movimento, mas não descartou a chance de os oposicionistas lançarem candidato próprio. “É preciso discutir a Câmara para além das candidaturas. Isso é o que a oposição vem levantando. É positivo que essa agenda seja absorvida por esse grupo, mas lançar uma candidatura do nosso campo não está descartado”, afirmou. A Metrópole procurou Paulo Câmara, mas ele não atendeu as ligações.

Notícias relacionadas

[Bolsonaro será diplomado nesta segunda]
Política

Bolsonaro será diplomado nesta segunda

Por Alexandre Galvão no dia 09 de Dezembro de 2018 ⋅ 17:00 em Política

Os diplomas são assinados pela presidente do TSE, ministra Rosa Weber, que abre a sessão solene e indica dois ministros para conduzirem os eleitos ao plenário