Política

Rui diz que empresários "Menudos" estão "enriquecendo rápido" ao redor de Neto

O governador do estado, Rui Costa (PT), falou sobre diversos assuntos em entrevista ao jornalista Luis Nassif, na semana passada. Entre as pautas, a derrota da candidata do PCdoB, Alice Portugal, à Prefeitura de Salvador, para ACM Neto (DEM), que foi reeleito com 74% dos votos. [Leia mais...]

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Foto : Tacio Moreira/ Metropress

Por Matheus Morais no dia 24 de Outubro de 2016 ⋅ 11:22

O governador do estado, Rui Costa (PT), falou sobre diversos assuntos em entrevista ao jornalista Luis Nassif, na semana passada. Entre as pautas, a derrota da candidata do PCdoB, Alice Portugal, à Prefeitura de Salvador, para ACM Neto (DEM), que foi reeleito com 74% dos votos. Na oportunidade, o petista criticou o demista. "ACM Neto assumiu nessas condições, elevou o IPTU em 3.000% e ficou com caixa para obras. ACM Neto está cercado pelos Menudos, jovens empresários de Salvador que estão enriquecendo rapidamente", ironizou. 

Para Rui, um dos problemas enfrentados pela base governista foi a definição do candidato. "Tentei Olivia [Santana, secretária de Políticas para Mulheres], do PCdoB, negra, que foi nossa secretária. Mas o PCdoB preferiu Alice Portugal, cujo histórico político foi sempre como deputada estadual lutando em favor dos servidores e não discutindo a cidade", ressaltou. 

O governador destacou ainda que o prefeito ACM Neto foi beneficiado pela gestão do ex-prefeito João Henrique (PR). "Sempre que um prefeito assume, sucedendo um gestor mal avaliado, ele sobe rapidamente. ACM Neto sucedeu o prefeito João Henrique, que foi um desastre completo", disse.

Rui defendeu a reorganização das esquerdas e disse que é preciso repensar o formato do PT. "Política é coração. Ou mexe no imaginário das pessoas, ou perde. Seja com ferramentas partidárias ou frente de partidos, temos que abrir para conversar com outros atores. O cenário eleitoral mostra que quando a esquerda se apresenta dividida, não consegue traduzir uma identidade no povo. A pauta está na agenda dos governadores. O povo não percebe as nuances e ficamos presos às máquinas partidárias", analisou. 

"A Bahia tinha uma Universidade Federal, hoje tem 6. Tinha um Instituto Tecnológico, hoje tem 35. A esquerda tem que se reorganizar no Brasil no sentido mais amplo, enquanto prioridade dos valores humanos. O PT não conseguiu acompanhar essas mudanças, não quis se renovar, tornou-se um partido velho, formado por pessoas velhas", falou. "Precisamos repensar o formato do PT. Hoje em dia, um mandato parlamentar em cada estado tem mais influência que o PT. Então,   formou-se uma frente de mandatos, não partidos políticos", destacou. 

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