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Boca Quente: a comodidade de Nilo, a aposta de Marcell e o lamento de Luiza

A coluna Boca Quente desta semana traz a comodidade de Marcelo Nilo, a aposta de Marcell Moraes e o lamento de Luiza Maia; confira [Leia mais...]

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Foto : Divulgação/ Câmara de Vereadores de Salvador

Por Grupo Metrópole no dia 27 de Outubro de 2016 ⋅ 07:22

A coluna Boca Quente desta semana traz a comodidade de Marcelo Nilo, a aposta de Marcell Moraes e o lamento de Luiza Maia; confira

Fingem que não, mas querem 

Na Assembleia Legislativa da Bahia, já é dado como certo que  o  presidente  vitalício  da  Casa,  Marcelo  Nilo  (PSL), concorra  mais  uma  vez,  ao  comando  do  Legislativo.  Primeiro porque pretende ser candidato ao Senado em 2018, segundo  por  falta  de  verdadeiros  interessados,  terceiro porque os deputados querem. Caso concorra e ganhe, será o sexto mandato do Homem de Antas à frente da Assembleia.  Não  tem oposição  e  nem  candidatura  de  Marcell  Moraes (PV) que dê jeito. No fundo, o jogo de Nilo agrada aos deputados todos.

Silêncio

Parece  que  o  secretário  de  Educação  do  governo  estadual, Walter Pinheiro, voltou a ser adepto do costume de não falar com a imprensa em eventos públicos. Foi assim na visita do ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, a Salvador,  na  semana  passada.  Pinheiro  chegou  —  como  sempre rapidamente — e não deu espaço para os jornalistas. Já Kassab e o senador Otto Alencar (PSD) fizeram contrário. Falar com a imprensa é falar com o cidadão, Pinheiro. Mas, se isso não for suficiente, secretário, lembra que falar com a imprensa é falar com o eleitor...

Aposta e chacota

O  deputado  estadual  Marcell  Moraes  (PV) fez uma aposta inusitada com o vereador Léo Prates (DEM). Para o verde, Léo vai virar secretário  municipal,  abrindo  as  portas  para  Paulo Câmara (PSDB) se reeleger presidente da Casa. A certeza é tanta que ele ‘casou’ R$ 20 mil com o democrata. Mas na Assembleia, boa parte  dos  deputados  ironiza  o  intenso interesse de Moraes em sua antiga casa. Um deputado,  inclusive,  afirmou  ao Jornal  da  Metrópole que, ligado desse jeito à Câmara, a  ideia  de  ser  presidente  da Assembleia  no futuro nunca vai virar realidade.

Só aparece desse jeito

O  deputado  Soldado  Prisco  (PSDB)  até  finge que não, mas adorou os boatos nas redes sociais dando conta de uma nova greve da Polícia Militar na semana passada.  A  assembleia  da  categoria  não  ia  votar nenhum indicativo de paralisação, mas  ele  não  se  esforçou  em  nada  para  tranquilizar  a  população.  No  fundo,  o  
deputado  sabe  que  estas  especulações foram/são  o  único  momento  de  brilho dos  seus  apagados mandatos  de  vereador e, agora, de deputado estadual.

Aceita a derrota, deputada

A  deputada  estadual  Luiza  Maia  (PT) - ex-esposa  do  deputado  federal  e  candidato  derrotado  à Prefeitura  de Camaçari,  Luiz  Caetano  (PT)  —  ainda  anda  bastante  inconformada  com  o  revés  do  ex-marido  para  o  vereador Antônio Elinaldo (DEM). Semana passada, a coluna entrou em contato com ela para falar de outro assunto e ouviu uma  longa  cantilena  sobre  a  derrota nas urnas. Já passou da hora de superar o trauma, deputada. 

Se deu mal

Trocar o PP pelo PPS não foi uma boa para o vereador Euvaldo Jorge. Com 6.368 votos, além de não ter sido reeleito, ele ainda viu o colega de partido, Beca — muito menos expressivo que ele — manter o mandato, registrando 9.045 votos. Há quem diga  que  a  pouca  força  do  partido  —  e  a  receita destinada  pela  sigla  à  campanha  —  foram  determinantes  no  insucesso  de  Euvaldo.  Contudo,  dizem  nos bastidores  que  o  prefeito  ACM  Neto (DEM) deve separar uma secretaria para o aliado. 

Quase anônimo no Subúrbio

Muito  se  fala  daqueles  candidatos  que se  elegeram  com  uma  robusta  votação numa ou noutra zona eleitoral, mas não são  só  estes  números  que  surpreendem:  Téo  Senna  (PHS)  foi  o  vereador eleito que teve a menor votação em uma zona específica: foram só 30 votos na 4, que tem urnas no Subúrbio Ferroviário.

Continua parado

E Jaques Wagner (PT), desempregado desde que a ex-presidente Dilma Rousseff sofreu impeachment, vai ou não vai assumir uma vaga no governo do estado? Como Rui Costa revelou em primeira mão à Metrópole, o ex-governador estava certo para assumir a Fundação Luis Eduardo Magalhães. Mas, até agora, nada.

 

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