Política

Humberto Costa diz que "perspectiva de greve geral" vai barrar PEC no Senado

O senador Humberto Costa (PT) conversou com Mário Kertész na manhã dessa quinta-feira (27) sobre a aprovação da PEC 241 na Câmara dos Deputados. Segundo ele, a "perspectiva de greve geral" vai barrar PEC no Senado [leia mais...]

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Foto : Reprodução/Segunda Opinião

Por Bárbara Silveira e Matheus Morais no dia 27 de Outubro de 2016 ⋅ 08:58

O senador Humberto Costa (PT) conversou com Mário Kertész na manhã dessa quinta-feira (27) sobre a aprovação da PEC 241 na Câmara dos Deputados. Segundo ele, a "perspectiva de greve geral" vai barrar PEC no Senado. “O governo tem uma maioria confortável, mas o trabalho de esclarecimento sobre essa PEC tem chegado a população. A perspectiva de uma greve geral vai influenciar os senadores, mas essa PEC vai aprofundar a recessão e o desemprego. Eu acredito que essa pressão e a influência externa pode mudar o resultado. Mas, se a votação fosse hoje, bem provável que a PEC fosse aprovada”, disse.

Contrário ao congelamento dos gastos do governo pelo período de 20 anos, o senador listou outras medidas que poderiam ser adotadas para conter o rombo na economia. “Eu acredito que nós tratamos do equilíbrio fiscal, temos que tratar do aumento da receita. Pode ser na melhoria da arrecadação da receita, poderíamos ter uma melhor justiça tributária, porque no Brasil os ricos pagam menos impostos que os pobres. Nós teríamos um congelamento de gastos e custeio. Porém, se a receita aumenta, nós poderíamos incorporar os aumentos aos gastos, principalmente nas áreas sociais. Isso não traria tantas consequências negativas”, afirmou. 

O senador lembrou ainda o projeto que Dilma pensou mandar para o Congresso. “O governo que está ai admitiu uma meta de déficit fiscal em mais de R$ 160 bilhões. Aquela proposta que Dilma cogitou mandar tinha uma contenção gastos. Quando o Congresso definiu que uma parte do orçamento tinha que ser gastos nessas politicas, era melhorar essas politicas e reduzir as desigualdades. Nós não mexíamos nem nos investimentos nem na politicas sociais. O Brasil cresceu nos momentos onde os investimentos públicos foram significativos. A probabilidade de sair da crise é cada vez menor sem investimento público”, finalizou.

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