Política

Funcionários da campanha de João Henrique voltam a cobrar pagamento em Salvador

Famoso pela má gestão em Salvador, o ex-prefeito João Henrique (PR), segue dando trabalho quando o assunto é compromisso. Morador do Apart Hotel, no bairro de Ondina, o "tenebroso" não teria arcado com os custos de sua campanha para vereador. [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Gabriel Nascimento e Matheus Morais no dia 27 de Outubro de 2016 ⋅ 10:32

Famoso pela má gestão em Salvador, o ex-prefeito João Henrique (PR), segue dando trabalho quando o assunto é compromisso. Morador do Apart Hotel, no bairro de Ondina, o "tenebroso" não teria arcado com os custos de sua campanha para vereador. Na manhã desta quinta-feira (27), um grupo de trabalhadores se reuniu na Avenida Oceânica para cobrar um pagamento de R$ 30 mil, referente ao serviço prestado durante as eleições municipais deste ano. Com carro de som, faixas e cartazes, o protesto teve início por volta das 9h30. Um ato semelhante foi realizado no dia 14 de outubro.

O líder comunitário do bairro do Rio Sena, Israel Santana, disse que JH se nega a pagar os trabalhadores. "Ele me procurou e pediu que eu conseguisse uma equipe de meninas para trabalhar com ele, assim como carro de som e transporte. Fomos contratados duas turmas, uma por 30 dias e outra por 15 dias. Ele disse que pagaria antes do dia 2 de outubro e não fez", afirmou.

"Foram três datas [marcadas para o pagamento] e nada. O assessor dele assumiu o compromisso para ele [JH] dizendo que nos pagaria em 3 vezes. Nosso débito da equipe toda é R$ 30 mil. Quando foi no dia da primeira parcela não apareceu, não deu satisfação, disse que não tinha dinheiro e veio com R$ 5 mil pra dar para gente. Recusamos, procuramos João Henrique, ele conversou comigo e ele disse que mais um escândalo na vida dele não seria problema, que ele já está acostumado, que a gente poderia fazer mil escândalos. Disse que está sem dinheiro, que os bens estão bloqueados", detalhou. Ainda segundo Israel, o grupo vai acampar no local.

Jéssica de Queiroz trabalhou distribuindo santinhos e afirmou que, em um mês de trabalho, só recebeu R$ 20. "O acerto foi ele pagar R$ 900 por 30 dias de trabalho, merenda, almoço, água e nada disso foi pago. Tudo foi tirado do nosso bolso. Só recebemos R$ 20 no dia que fomos pra Orla e ficamos o dia inteiro no sol. Só isso, nada mais. Eu já tinha um pé atrás com ele, mas como a gente tava precisando de dinheiro, a gente aceitou", disse. Ela relatou ainda que os funcionários sofriam humilhação por parte de Tatiana Paraíso, esposa de JH. "Muito exigente, ela gritou muito com a gente. 'Bora, trabalho, trabalho!'. Sempre muito grossa", ressaltou.

O motorista Marcelo Santana, proprietário do veículo locado para transportar a equipe, contou que também não recebeu "nenhum centavo" durante o período. "A equipe dele fechou comigo R$ 2 mil por 30 dias e não foi quitado. Não foi pago os 50% no meio da campanha, disse que era por causa da greve dos bancos. Meu carro deu problema, tá na oficina, não posso retirar porque o dinheiro não foi pago. Falamos que a gente ia acampar aqui, disseram que iam descer, nos dar café da manhã, almoço, mas que não iam pagar", acrescentou.

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