Política

Humberto Costa diz que, com Lula no poder, "crise não chegaria a esse ponto"

A atual situação econômica do Brasil vem causando uma onda de preocupação por todo o país. Esse assunto, além de outras questões do cenário político foram comentadas pelo líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-PE) [Leia mais...]

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Foto : Agência Brasil

Por Bárbara Silveira e Camila Tíssia no dia 30 de Outubro de 2016 ⋅ 14:44

A atual situação econômica do Brasil vem causando uma onda de preocupação por todo o país. Esse assunto, além de outras questões do cenário político foram comentadas pelo líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-PE), na última semana, durante entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole. Segundo o senador, se no lugar de Dilma Rousseff o presidente da República fosse Lula, "a crise não chegaria a esse ponto".

"De jeito nenhum. O Lula foi um quadro forjado na luta social. Ele tinha a capacidade de confrontar, negociar e teria tido uma maior capacidade de entendimento do Congresso. Dilma tinha um perfil diferente, não quer dizer que nem pior e nem melhor, diferente", pontuou Humberto Costa.  

O senador falou ainda sobre a aprovação da PEC 241 na Câmara dos Deputados. Segundo ele, a "perspectiva de greve geral" vai barrar PEC no Senado. “O governo tem uma maioria confortável, mas o trabalho de esclarecimento sobre essa PEC tem chegado a população. A perspectiva de uma greve geral vai influenciar os senadores, mas essa PEC vai aprofundar a recessão e o desemprego. Eu acredito que essa pressão e a influência externa pode mudar o resultado. Mas, se a votação fosse hoje, bem provável que a PEC fosse aprovada”, disse.

Contrário ao congelamento dos gastos do governo pelo período de 20 anos, o senador listou outras medidas que poderiam ser adotadas para conter o rombo na economia. “Eu acredito que nós tratamos do equilíbrio fiscal, temos que tratar do aumento da receita. Pode ser na melhoria da arrecadação da receita, poderíamos ter uma melhor justiça tributária, porque no Brasil os ricos pagam menos impostos que os pobres. Nós teríamos um congelamento de gastos e custeio. Porém, se a receita aumenta, nós poderíamos incorporar os aumentos aos gastos, principalmente nas áreas sociais. Isso não traria tantas consequências negativas”, afirmou. 

Ouça a entrevista completa:

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