Política

Prefeito fala em nova formação política: "Nordeste rejeitou o PT nas urnas"

O segundo turno das eleições municipais, no último domingo (30) revelou um desempenho negativo do Partido dos Trabalhadores, que não elegeu nenhum dos sete candidatos com os quais disputou em cidades brasileiras. [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira / Metropress

Por Camila Tíssia e Matheus Morais no dia 01 de Novembro de 2016 ⋅ 08:30

O segundo turno das eleições municipais, no último domingo (30) revelou um desempenho negativo do Partido dos Trabalhadores, que não elegeu nenhum dos sete candidatos com os quais disputou em cidades brasileiras. Em entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole, nesta terça-feira (1º), o prefeito de Salvador, ACM Neto, fez um balanço sobre essas votações. Segundo ele, "o Nordeste rejeitou o PT nas urnas".

"Houve uma mudança. O PT foi o grande derrotado dessa eleição municipal. O número de prefeitos dele no Brasil despencou, no segundo turno não ganhou nenhuma capital. Um desempenho no Nordeste negativo, o que acabou fazendo a diferença nas eleições dele e Dilma. Há um equilíbrio maior entre os partidos [agora], tem uma vitória mais expressiva do PSDB", comentou.

O gestor municipal disse também  que, a partir dessa eleição será possível ter uma nova formação da política pensando no futuro e citou a próxima eleição presidencial. Ainda segundo Neto, O PT está isolado junto com o PCdoB ao lado dele. 

"A tendência é que nos estados haja uma conversa mais amplas entre os partidos. Temer tem afirmado que não é candidato a reeleição e eu acredito. O jogo está aberto para 2018. Quando SP, BH e RJ elegem políticos com perfis distantes da política tradicional, é um recado. Em BH a mesma coisa, ganhou Kalil, que foi presidente do Atlético Mineiro; no RJ, o próprio senador Marcelo Crivella seguiu o caminho de uma política diferente. É claro que o desempenho desses novos nomes vai ser observado pela população. A classe política quando apresenta resultados a população aplaude. É um momento nebuloso e confuso sem que a gente projete o futuro. Hoje quem quiser debater vai estar fazendo futurologia", pontuou. 

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