Política

"Ele destruiu e foi destruído", diz Roberto Jefferson sobre Cunha

O presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o ex-deputado Roberto Jefferson falou sobre Petrolão, impeachment, Eduardo Cunha e outros diversos assuntos, durante entrevista à Mário Kertész, na manhã desta segunda-feira (7), na Rádio Metrópole. [Leia mais...]

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Foto : Ricardo Borges /Folhapress

Por Milene Rios e Matheus Morais no dia 07 de Novembro de 2016 ⋅ 07:45

O presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o ex-deputado Roberto Jefferson falou sobre Petrolão, impeachment, Eduardo Cunha e outros diversos assuntos, durante entrevista à Mário Kertész, na manhã desta segunda-feira (7), na Rádio Metrópole. Condenado a sete anos e 14 dias de prisão no processo do mensalão e com pena perdoada este ano pelo STF, Jefferson voltou em abril deste ano ao comando do PTB  comentou o atual cenário político do país, lembrando o Petrolão, o esquema de corrupção e desvio de fundos que ocorreu na Petrobras, a maior estatal brasileira.

“Os números são escandalosos. Estradas na Bolívia, o BNDES financiou bilionariamente fortunas para os governos de esquerda na América, o metrô de Caracas está funcionando e foi bancado pelo BNDES. Aproveitando o pais que é o maior país da América Latina para financiar isso, era um grupo de esquerda pesado. O Brasil também financiou obras de gasoduto no Uruguai, o Brasil financiou obras na América Latina. Isso foi planejado, O Fórum de São Paulo que reunia esse grupo de esquerda. Tudo se apaga em nome de ideias marxistas”, disse o ex-deputado que não economizou críticas ao PT. 

“Fomos sequestrados pelo governo Lula por 13 anos. Lula e Dilma forma muito ruins. Eles se apropriaram dos recursos públicos para financiar a politica. O PT vivia de dedo em riste, falando em corrupção. Eles só vivem de recursos e financiamento público. Chamam todo mundo de ladrão. É uma coisa curiosa, na Educação, que tem 25% do orçamento nacional, onde tem recurso público, eles inventam coisas. A Universidade Pública não é uma academia onde as ideias públicas possam ser debatidas. Não tivemos o foco de despertar que eles estavam fazendo do Brasil uma Cuba, uma China”

O político lamentou a saída de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da Câmara dos deputados, que assim como ele, teve o mandato cassado. “É um homem genial, inteligentíssimo. Ele tem um mérito, fez o impeachment. Aceitou os pedidos do impeachment. Ele destruiu e foi destruído. Ele destruiu o governo do PT, o mandato da Dilma e foi preso. Ele não explica um patrimônio de 200 milhões. Ele não terá muito caminho para poder se defender, as provas contra ele são robustas. Contas no exterior, compras e 400 mil euros num jantar, isso é contra o bom senso e vejo que ele terá dificuldade”, avaliou Roberto Jefferson. 

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