Política

Rui garante 13º em dia: "Se o governador não tiver fungando no cangote, não vai"

O governador Rui Costa reiterou, em entrevista a Mário Kertész nessa segunda-feira (7), que vai fazer mudanças no governo — inclusive, com a entrada do ex-governador e ex-ministro Jaques Wagner. Além disso, destacou os esforços que a Bahia tem feito para viabilizar salários em dia para os servidores mesmo em tempos de crise. Rui afirmou que tem dedicado muito tempo à gestão, a fim de garantir o equilíbrio das contas, a continuidade de obras importantes para o estado e os pagamentos para os funcionários do estado. "Se o governador não estiver fungando no cangote, não vai", falou. [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira e Matheus Morais no dia 07 de Novembro de 2016 ⋅ 08:36

O governador Rui Costa reiterou, em entrevista a Mário Kertész nessa segunda-feira (7), que vai fazer mudanças no governo — inclusive, com a entrada do ex-governador e ex-ministro Jaques Wagner. Além disso, destacou os esforços que a Bahia tem feito para viabilizar salários em dia para os servidores mesmo em tempos de crise. Rui afirmou que tem dedicado muito tempo à gestão, a fim de garantir o equilíbrio das contas, a continuidade de obras importantes para o estado e os pagamentos para os funcionários do estado. "Se o governador não estiver fungando no cangote, não vai", falou.

“Nós cortamos empresas, órgãos, se não fosse isso, estaríamos passando por grandes dificuldades. Às vezes, eu digo aos deputados: vocês vão desejar ficar junto do governador se ele tiver bem avaliado. Graças a Deus, todo mundo vem a público pedir a companhia do governador. Vou fazer algumas mudanças no governo”, disse.

Lembrando a situação dos servidores terceirizados do estado, que constantemente sofrem com atrasos nos salários, Rui disse que pretende tornar mais rígido o processo de contratação. “Eu tomei uma decisão difícil, essa da terceirização. As empresas não cumpriam suas obrigações, me deram dor de cabeça. Eu vou avançar isso para outros órgãos. Não vou conviver com empresas que recebem e não cumprem suas obrigações. Vou dedicar mais tempo a conversar. Vou caminhar pelo estado para discutir o desenvolvimento nas regiões. Vamos fazer um debate que a Bahia pode mais. Vamos mobilizar as forças produtivas”, explicou.

Rui Costa voltou a assegurar o pagamento do 13º salário, mas lembrou a dificuldade para manter as contas em dia em época de crise. “Se eu não tivesse me dedicado, eu tinha que estar aqui me explicando, como faz o governo do Rio de Janeiro, Minas não deve pagar 13º, o Rio Grande do Sul está com dificuldade, Sergipe está com dificuldade. Hoje, com muito orgulho, eu digo: o Rio arrecada R$ 84 bilhões, o orçamento da Bahia é R$ 42 bilhões, a metade. O Rio tem 16 milhões de habitantes, a Bahia 15. Onde é mais caro construir estradas, no Rio ou na Bahia? Onde é mais difícil garantir policiamento? Eu posso chegar e dizer que vou pagar o 13ª em dezembro, vou pagar os salário dos servidores. Eu passei muito tempo de minha vida me dedicando a isso. Eu quero fazer mais gastando menos, para isso tem que dedicar tempo. Se o governador não tiver fungando no cangote, não vai”, afirmou. 

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