Política

Rui diz que impeachment é "página virada" e conversa com Temer "não é problema"

Durante entrevista à Rádio Metrópole, nesta segunda-feira (7), Rui Costa conversou sobre diversos assuntos com Mário Kertész, entre eles a Repatriação. Para o governador da Bahia, a crise econômica de hoje está demorando para ser superada por causa da crise política no Brasil e citou o impedimento sofrido pela ex-presidente Dilma Rousseff. [Leia mais...]

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Foto : Reprodução / Agência Brasil

Por Camila Tíssia e Matheus Morais no dia 07 de Novembro de 2016 ⋅ 09:17

Durante entrevista à Rádio Metrópole, nesta segunda-feira (7), Rui Costa conversou sobre diversos assuntos com Mário Kertész, entre eles a Repatriação. A lei que tem como objetivo do Governo Federal, conta com a verba como uma das principais fontes de receita extra para melhorar o resultado fiscal deste ano. Para o governador da Bahia, a crise econômica de hoje está demorando para ser superada por causa da crise política no Brasil e citou o impedimento sofrido pela ex-presidente Dilma Rousseff.

"Ninguém pode ser perseguido por suas ideias. Não podemos ter uma sociedade com restrição da liberdade de expressão. Os meus conceitos não estão pautando isso no meu cotidiano. Não trabalho mais com o tema do impeachment, isso é pagina virada. Vamos reunir os governadores para discutir o Brasil. O Brasil não pode viver de notícia ruim, notícia ruim atrai notícia ruim. Precisamos virar a página, quanto maior o pessimismo, pior. Portanto é chegada a hora de construir no Brasil uma agenda de geração de emprego e virar a página e superar a crise econômica. A crise foi superada num determinado momento. Nós governadores vamos até Brasilia conversar sobre o futuro. Se tem alguém pensando em não ajudar, pensando de forma mesquinha, vai prejudicar o Brasil", pontuou. 

Rui Costa falou também que se houver necessidade de conversar com o atual presidente Michel Temer, não haverá problemas. "Estou pedindo várias audiências com vários ministros e eles me recebem. Eu coloco o interesse dos baianos em primeiro lugar. Já tive com outros governadores, os interesses são comuns. Os estados têm crédito na praça, a Bahia tem muito crédito. Eu não faço restrição de conversar com ninguém", afirmou.

Ainda segundo o governador, um dos graves problemas do Brasil é o falso federalismo. "Ao longo dos anos foi passado para os municípios, não houve a redistribuição dos recurso. No governo do PT houve a concentração de recursos no Governo Federal, não podemos nos calar, isso dificultou a administração. A situação pior é o repasse das verbas federais, caíram demais, de forma expressiva", completou.  

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