Política

Em três meses, governo Temer gasta R$ 24 milhões com cartões corporativos

Desde que Michel Temer assumiu a presidência da República, em agosto deste ano, os gastos do governo federal com cartão corporativo aumentaram. Até o dia 04 de novembro, o total gasto foi de R$ 24 milhões, ultrapassando o valor do primeiro semestre, quando se gastou R$ 22 milhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (7) pelo Ministério da Transparência. [Leia mais...]

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Foto : Antonio Cruz/ Agência Brasil

Por Yasmin Garrido no dia 07 de Novembro de 2016 ⋅ 15:32

Desde que Michel Temer assumiu a presidência da República, em agosto deste ano, os gastos do governo federal com cartão corporativo aumentaram. Até o dia 04 de novembro, o total gasto foi de R$ 24 milhões, ultrapassando o valor do primeiro semestre, quando se gastou R$ 22 milhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (7) pelo Ministério da Transparência. 

As informações do Portal da Transparência estão atualizadas até o dia 4 de novembro. Os quatro primeiros dias deste mês já custaram mais de R$ 3,7 milhões aos cofres públicos. Em média, são gastos entre 4 e 5 milhões de reais por mês. 

A discriminação do que foi adquirido com os valores ainda estão sob sigilo. Desde o início do governo Temer, 48% de todas as despesas com o cartão corporativo estão classificadas como sigilosas e, portanto, não podem ser acessadas através do portal. 

O economista Paulo Brasil, em entrevista à rádio CBN, afirma que, com a PEC 241 e a necessidade de diminuinuição das despesas do governo federal, a primeira coisa a ser cortada deveria ser o gasto excessivo com os cartões corporativos. "Quando se faz propostas como essas, de contenção de gastos, é importante que quem proponha faça o dever de casa. Na minha opinião, o ideal é que esse custo seja zerado. Isso mostraria a importância e a seriedade com que o governo está tratando o assunto". 

O órgão do governo federal que mais gastou com os cartões corporativos foi a Presidência da República, com R$ 12 milhões, cerca de 40% do total gasto. Em seguida, aparece o Ministério da Justiça, com despesas que somaram R$ 11 milhões.

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