Política

Lula e Temer serão testemunhas de Eduardo Cunha

Nesta segunda-feira (7), o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos em primeira instância da Operação Lava Jato, deferiu pedido para que o presidente Michel Temer (PMDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sejam testemunhas do deputado cassado Eduardo Cunha. [Leia mais...]

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Foto : Giuliano Gomes/ PR PRESS

Por Yasmin Garrido no dia 07 de Novembro de 2016 ⋅ 18:12

Nesta segunda-feira (7), o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos em primeira instância da Operação Lava Jato, deferiu pedido para que o presidente Michel Temer (PMDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sejam testemunhas do deputado cassado Eduardo Cunha. 

A lista de testemunhas arroladas pela defesa do ex-presidente da Câmara dos Deputados contém mais 20 nomes, entre eles, outros condenados na operação, como o pecuarista José Carlos Bumlai e o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

A audiência de oitiva das testemunhas de acusação está marcada para ter início no dia 18 de novembro, em Curitiba, e o próprio Cunha foi arrolado para depor, juntamente com Rafael de Castro da Silva, auditor da Petrobras. As testemunhas de defesa serão ouvidas pela Justiça no dia 22 de novembro. 

De acordo com o despacho, o ex-presidente Lula deve ser ouvido no prazo de 30 dias, por videoconferência. Michel Temer poderá escolher se prefere ser ouvido em audiência ou por escrito. A data destas oitivas ainda não foram divulgadas. 

Prisão de Cunha

Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, foi preso em 19 de outubro, em Brasília, acusado de receber propina de contrato de exploração de Petróleo no Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro. Atualmente, ele está na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba. 

Todas as acusações foram negadas pelos advogados de defesa, que criticam o Ministério Público Federal (MPF) sob o argumento que os promotores não especificaram qual seria a participação do ex-deputado no esquema. 

O pedido da defesa consiste na retirada da denúncia contra Cunha, além da rejeição da acusação de corrupção passiva junto ao ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada (já condenado na Lava Jato), da suspensão do processo até que sejam julgados embargos de declaração apresentados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e da nulidade das provas. 

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