Política

Ex-ministro lembra chegada a Casa Civil: “Nunca topei nenhuma negociação com Cunha”

Durante o pior momento do governo de Dilma Rousseff (PT), meses antes do processo de impeachment, Jaques Wagner assumiu o cargo de ministro-chefe da Casa Civil. Ex-governador da Bahia, Wagner lembrou, em entrevista à Mário Kertész nesta segunda-feira (17) o período turbulento e negou qualquer tipo de parceria com Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira e Matheus Morais no dia 17 de Abril de 2017 ⋅ 12:50

Durante o pior momento do governo de Dilma Rousseff (PT), meses antes do processo de impeachment, Jaques Wagner assumiu o cargo de ministro-chefe da Casa Civil. Ex-governador da Bahia, Wagner lembrou, em entrevista à Mário Kertész nesta segunda-feira (17) o período turbulento e negou qualquer tipo de parceria com Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara.

“Meu estilo é mais conciliador, o presidente Lula queria que eu fosse para a Casa Civil logo no começo do segundo mandato dela [Dilma Rousseff]. Quando eu cheguei lá, já era outubro e a tensão estava grande. Os caras botaram Cunha na Câmara no esquema do dá ou desce. Eu nunca topei nenhuma negociação com Cunha, eu disse ao emissor dele: ‘Bote o impeachment então’. Nunca topei nenhuma negociação com ele”, disse.

Em defesa do ex-presidente Lula, Wagner convidou os rivais a apontarem o que Lula fez em beneficio próprio. “Bill Clinton faz palestra e recebe dinheiro, All Gore faz palestra e ganha dinheiro. Eu nunca vi Lula de carrão. Claro, quem puder beber um uísque e uma cerveja melhor vai querer. Você não vê Lula de roupa de gripe, com carrão”, argumentou.

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