Política

Deputado defende lista fechada e nega proteção a “caciques”: “Existem em listas abertas”

Em entrevista a Mário Kertész nesta quinta-feira (20), o presidente da comissão de Reforma Política no Congresso, deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB), foi questionado se a mudança não serviria para proteger parlamentares investigados na Operação Lava Jato e viabilizar suas reeleições [Leia mais...]

[Deputado defende lista fechada e nega proteção a “caciques”: “Existem em listas abertas”]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira e Matheus Morais no dia 20 de Abril de 2017 ⋅ 08:30

A mudança no sistema eleitoral que pretende que os eleitores votem nas chamadas listas fechadas das legendas já nas eleições de 2018 tem dividido opiniões. Se a mudança for aprovada, os partidos vão passar a relacionar os candidatos em uma lista pré-ordenada e os eleitores vão votar na legenda e não diretamente no candidato.

Em entrevista a Mário Kertész nesta quinta-feira (20), o presidente da comissão de Reforma Política no Congresso, deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB), foi questionado se a mudança não serviria para proteger parlamentares investigados na Operação Lava Jato e possibilitar suas reeleições.

“Quando falam em lista, em voto em lista para beneficiar os caciques e esconder os deputados, isso já existe em vários países, sempre se falou disso. Como todos os sistemas, temos pontos positivos e negativos: hoje temos o sistema em lista aberta, os caciques existem em listas abertas e são frutos do atual sistema. A lista do PMDB tem Lúcio Vieira Lima, Leur, etc, o que vai alterar é a ordem da lista. Do jeito que está hoje a lista não altera nada a história dos caciques. Se você coloca alguém que tenha uma imagem ruim na lista, não vão querer votar na lista”, opinou.

Ainda segundo Lúcio, as delações não tem nada a ver com reforma política. “A pessoa votou no Tiririca e elegeu 5 ou 6. Na Bahia fica procurando mulher maravilha, Igor kannário para puxar voto. Hoje a renovação é natural, vão buscar artistas, evangélicos para puxar votos. Hoje não existe caciquismo na Câmara, cada deputado quer pleitear as coisas diretamente. Todo sistema vai ter vantagem e desvantagem. A coisa da lista pegou força porque barateia a campanha politica, a campanha é feita no partido. Criticar é muito fácil, apresentar solução é difícil”, alfinetou.

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