Política

Relator da Reforma da Previdência fala em dívida de R$ 500 bilhões

Relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA) conversou com José Eduardo em entrevista à Rádio Metrópole nesta sexta-feira (5) sobre o rombo da previdência. Sobre a rejeição popular, o deputado afirmou que na política não se pode falar 'somente para agradar' [Leia mais...]

[Relator da Reforma da Previdência fala em dívida de R$ 500 bilhões]
Foto :Lula Marques/AGPT

Por Bárbara Silveira e Matheus Morais no dia 05 de Maio de 2017 ⋅ 08:42

Relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA) conversou com José Eduardo em entrevista à Rádio Metrópole nesta sexta-feira (5) sobre o rombo da previdência. Quanto a rejeição popular, o deputado afirmou que na política não se pode falar 'somente para agradar'. 'É inegável que o Brasil voltou aos trilhos na economia. O dinheiro está acabando e precisamos salvar a previdência e passar o país a limpo. Temos que colocar todos na mesma condição, nós temos que garantir os direitos dos mais pobres. No projeto eu garanti que a aposentadoria do trabalhador rural será de 57 anos para mulheres e 60 para homens. Eu quero preservar o direito dos trabalhadores. Nós fizemos outra mudança significativa, que proibia acumular pensão e aposentadoria. Nós garantimos isso para quem recebe até uma salário mínimo. Estamos fazendo as mudança só que não tem mais condição da previdência sobreviver desse jeito', disse.

Segundo Maia, a previdência acumula uma dívida total de R$ 500 bilhões. 'A maioria dessas empresas [que devem a previdência] não existem mais, como a Vasp, Transbrasil. Se conseguisse apurar tudo, conseguiríamos R$ 200 bilhões. Tem que cobrar, mas temos que ter convicção que as cobranças por si só não resolvem nossas vidas. Não podemos permitir que as pessoas se aposentarem com 40, 50 anos. O que interessa para nós é a sobrevida, para a previdência interessa saber quanto tempo vive uma pessoa de 70 anos. Não tem conta que feche, daqui a pouco ninguém vai poder receber nada. Quem diz que a previdência não precisa de reforma, está agindo de má fé”, completou.

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