Política

Procurador Geral da República acusa Cunha de usar AGU como defesa pessoal

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de tentar utilizar Advocacia-Geral da União para anular provas recolhidas contra ele dentro da sede do Legislativo, durante as investigações da Operação Lava Jato, que apura o esquema de corrupção na Petrobras. [Leia mais...]

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Foto : Reprodução/Folha de S. Paulo

Por Matheus Simoni no dia 13 de Agosto de 2015 ⋅ 20:00


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de tentar utilizar Advocacia-Geral da União para anular provas recolhidas contra ele dentro da sede do Legislativo, durante as investigações da Operação Lava Jato, que apura o esquema de corrupção na Petrobras.

De acordo com o chefe do Ministério Público Federal, "sob o parco disfarce da defesa de prerrogativa institucional", Cunha pediu que a AGU questionasse no Supremo Tribunal Federal (STF) ação de procuradores que copiaram material do sistema de informática da Câmara. Para Janot, apenas Cunha, que é investigado por suposta ligação com os desvios da estatal, tem interesse na ação da AGU.

"O inquérito investiga criminalmente a pessoa de Eduardo Cunha, que tem plenitude de meios para assegurar sua defesa em juízo e, como seria de se esperar, está representado por advogado. O investigado solicitou a intervenção da advocacia pública em seu favor, sob o parco disfarce do discurso da defesa de prerrogativa institucional. O que se tem, então, é um agravo em matéria criminal em que a Câmara dos Deputados figura como recorrente, mas cujo objeto só a Eduardo Cunha interessa", afirmou o procurador.

"O agravo em questão evoca, em pleno século XXI, decantado vício de formação da sociedade brasileira: a confusão do público com o privado", completou Janot.

 

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