Política

Geddel diz que Dilma deve renunciar para evitar "um sangramento mais duro"

O ex-ministro Geddel Vieira Lima, presidente do PMDB na Bahia, falou a Mário Kertész nesta quinta-feira (20) sobre a crise política no governo Dilma Rousseff (PT) e as manifestações que pediram o impeachment da presidente no último domingo (16). Segundo o peemedebista, Dilma deveria renunciar para evitar "um sangramento de uma forma mais dura".

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Foto : Valter Campanato/Agência Brasil

Por Felipe Paranhos no dia 20 de Agosto de 2015 ⋅ 08:42

O ex-ministro Geddel Vieira Lima, presidente do PMDB na Bahia, falou a Mário Kertész nesta quinta-feira (20) sobre a crise política no governo Dilma Rousseff (PT) e as manifestações que pediram o impeachment da presidente no último domingo (16). Segundo o peemedebista, Dilma deveria renunciar para evitar "um sangramento de uma forma mais dura".

"Não se arruma uma agenda nacional. Não se diz o que fazer agora pra projetar uma perspectiva de esperança. Creio que, no caminho que vai, a não sei que haja uma reversão, e eu torço pra isso, o caminho natural é uma renúncia da presidente pra evitar um processo de impeachment que levaria a um sangramento de uma forma mais dura, durante três anos e meio, de uma presidente que perdeu as condições de governar", falou.

Segundo Geddel, o vice-presidente Michel Temer erra ao não romper com a agenda de discussões propostas pela presidente Dilma. "O PMDB não tem que entrar nessa de discutir delegacia do INSS na Bahia. A sociedade não quer mais isso. O que estamos precisando é de construir uma agenda que sinalize esperança. O PMDB não é ouvido, não participa. Dilma centraliza no grupinho do PT, grupinho que não mostra o que tá acontecendo", declarou.

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