Política

Eduardo Cunha aponta existência de "acordão" para enfraquecê-lo

O presidente da Câmara dos Deputados (PMDB-RJ) será indiciado nesta sexta-feira (20), ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O anúncio é aguardado pelos parlamentares do Congresso, principalmente pelos da base aliada ao deputado carioca. [Leia mais...]

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Foto : Reprodução/Reuters

Por Matheus Simoni no dia 20 de Agosto de 2015 ⋅ 14:57

O presidente da Câmara dos Deputados (PMDB-RJ) será indiciado nesta sexta-feira (20), ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O anúncio é aguardado pelos parlamentares do Congresso, principalmente pelos da base aliada ao deputado carioca. Em contato com aliados da base governista e da oposição no Congresso, Cunha declarou, por meio de nota, que existe um "acordão" para enfraquecê-lo politicamente.

O peemedebista acredita que caso os senadores petistas envolvidos no esquema de desvios da Petrobras não forem citados nas denúncias, estará claro que a movimentação nos bastidores para retirar seu poder político. "Se os petistas e Renan não entrarem nas denúncias, vai ficar claro que houve um acordão para me enfraquecer. É muito estranho esse direcionamento pra mim, nessa primeira leva de denúncias. E Janot vai começar a ser questionado, porque depende do Senado e do governo para ter sua recondução aprovada no Senado", disse Cunha na reunião na última quarta-feira (19).

De acordo com reportagem do jornal O Globo, deputados presentes na reunião comentaram o possível fato de o Planalto estar comemorando a denúncia contra Cunha e seu enfraquecimento, esperando que , daqui para frente, frágil, ele decida recuar, negociar e recolher as armas, seguindo a estratégia de Renan. "O cara tá com água pelo nariz vai negociar o quê? E o que o governo tem para entregar? Não contem com isso. Se vier uma denúncia só baseada em denúncias de delatores, ele vai crescer pra cima", afirma um dos aliados de Cunha ao jornal.

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