Política

Funaro diz que Cunha e Temer \"confabularam\" e compraram votos para impeachment de Dilma

Delator no âmbito da Operação Lava Jato, o doleiro Lúcio Bolonha Funaro afirmou, em seu acordo de colaboração premiada firmado com o Ministério Público Federal (MPF), que o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o presidente Michel Temer (PMDB) \"confabulavam diariamente\" pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. [Leia mais...]

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Foto : José Cruz/Agência Brasil

Por Matheus Simoni no dia 08 de Setembro de 2017 ⋅ 14:01

Delator no âmbito da Operação Lava Jato, o doleiro Lúcio Bolonha Funaro afirmou, em seu acordo de colaboração premiada firmado com o Ministério Público Federal (MPF), que o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o presidente Michel Temer (PMDB) \"confabulavam diariamente\" pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. A informação foi publicada no site da revista Veja nesta sexta-feira (8).

A delação de Funaro foi homologada pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o delator, na véspera da votação do processo na Câmara dos Deputados, o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, enviou mensagem a Funaro questionando se ainda havia recursos disponíveis para a compra de votos necessários para a abertura do processo na Casa.

Funaro contou aos procuradores que viabilizou o dinheiro. O processo de abertura foi autorizado na Câmara por 367 votos favoráveis e 137 contrários, no dia 17 de abril de 2016. Houve sete abstenções e somente dois ausentes dentre os 513 deputados. A sessão durou 9 horas e 47 minutos.

Ainda segundo o doleiro, em 2015, dias após a Polícia Federal (PF) ter feito apreensões nos endereços dele, o empresário Joesley Batista, da JBS, o chamou para uma conversa em São Paulo. O encontro ocorreu na casa de Joesley. Os dois, na época, selaram \"pacto de proteção mútua\", conforme revela a revista Veja. Segundo o delator, Joesley prometeu a ele R$ 100 milhões em troca de seu silêncio. Desde então, contou, o empresário começou a fazer os repasses em parcelas. De acordo com a delação, pelo menos R$ 4,6 milhões foram repassados por meio do irmão de Funaro.

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