Política

Funaro entregou R$ 11,4 milhões em dinheiro vivo a Geddel, diz revista

Apontado como operador financeiro dos esquemas de corrupção do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do chamado “PMDB da Câmara”, o doleiro Lúcio Funaro revelou em sua delação premiada como funcionava a entrega de malas de propina para o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima. [Leia mais...]

[Funaro entregou R$ 11,4 milhões em dinheiro vivo a Geddel, diz revista]
Foto : Valter Campanato/ Agência Brasil

Por Matheus Simoni no dia 08 de Setembro de 2017 ⋅ 15:46

Apontado como operador financeiro dos esquemas de corrupção do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do chamado “PMDB da Câmara”, o doleiro Lúcio Funaro revelou em sua delação premiada como funcionava a entrega de malas de propina para o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima. As informações foram divulgadas pela revista Veja, em reportagem divulgada nesta sexta-feira (8). Segundo Funaro, em apenas dois anos, 2014 e 2015, Geddel recebeu R$ 11,4 milhões em dinheiro vivo divididos em 11 entregas operadas pelo doleiro.

A entrega dos pacotes de dinheiro eram aconteceu em um hangar privado do Aeroporto Internacional de Salvador, no jato do próprio ex-ministro. Funaro também cita entregas em hotéis de São Paulo e da capital baiana. Ele diz ter entregue propina até na festa de 15 anos da filha de Geddel.

“Ao descer do avião (com a mala de dinheiro), era indagado por Geddel a respeito da quantia que estava sendo entregue. Geddel demonstrava naturalidade ao receber os valores”, diz Funaro. “Recorda-se de ter entregue dinheiro para Geddel em São Paulo, no Hotel Renaissense, na Alameda Santos, e uma vez em Salvador, no Hotel Pestana, no dia em que a filha de Geddel estava fazendo uma festa para comemorar seus 15 anos”, complementa o doleiro.

Geddel foi preso nesta sexta, em um desdobramento da Operação Cui Bono, da Polícia Federal. Ele estava em sua residência, no Chame-Chame, foi detido por agentes da PF e encaminhado para Brasília. Em sua delação, Funaro apresentou aos investigadores da Procuradoria-Geral da República (PGR) registros de trocas de mensagens de celular com Geddel, históricos de voos do jatinho que fazia o “delivery” das malas para o ex-ministro, planilhas de pagamentos e, em alguns casos, até extratos bancários das operações. O doleiro descreve o ex-ministro como “amigo e interlocutor de Temer” e o classifica como um “forte arrecadador de doações e propinas”.

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