Política

Polícia Federal diz que acionistas da JBS foram vítimas dos irmãos Batista

A Polícia Federal de São Paulo considerou que os acionistas da empresa JBS e o mercado financeiro foram vítimas do crime praticado pelos irmãos Wesley Batista e Joesley Batista, executivos do grupo. Wesley, diretor presidente da JBS, foi preso preventivamente pela PF, na manhã desta quarta-feira (13), em São Paulo.[Leia mais...]

[Polícia Federal diz que acionistas da JBS foram vítimas dos irmãos Batista]
Foto : Agência Brasil

Por Paloma Morais no dia 13 de Setembro de 2017 ⋅ 15:01

A Polícia Federal de São Paulo considerou que os acionistas da empresa JBS e o mercado financeiro foram vítimas do crime praticado pelos irmãos Wesley Batista e Joesley Batista, executivos do grupo. Wesley, diretor presidente da JBS, foi preso preventivamente pela PF, na manhã desta quarta-feira (13), em São Paulo.

Segundo a Polícia Federal, Wesley ficará apreendido em São Paulo por tempo indeterminado. Já Joesley, tem prisão temporária válida até esta sexta-feira (15). Preso em Brasília, ele pode ser transferido para São Paulo, onde ficará detido e cumprirá a prisão preventiva, determinada nesta quarta pela Justiça de São Paulo. Se o Supremo Tribunal Federal prorrogar a prisão ou alterá-la para preventiva, Joesley continuará em Brasília.

Os irmãos Batista são acusados de terem se privilegiado com a informação de que a delação premiada de Joesley teria impacto no mercado financeiro. Eles venderam as ações da empresa, menos a fatia de 42,5% pertencente a acionistas, no valor de R$ 372 milhões e, dessa forma, evitaram desvalorização das ações. A venda antecipada evitou prejuízo estimado em R$ 138 milhões. O índice Bovespa também teve forte queda. A PF também aponta irregularidade na compra de contratos futuros de dólar num montante de mais de US$ 2 bilhões pela JBS o que fez com que a empresa chegasse ao segundo lugar na compra de dólares no país. 

Os irmãos poderão responder pelo crime de uso de informação relevante não divulgada ao mercado para vantagem indevida, com penas que variam de um a cinco anos de prisão, além de multa de até três vezes o valor da vantagem ilícita.

 

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