Política

Nilo compara busca e apreensão da PF com a morte: “Óbvio, as pernas ficam trêmulas”

Deputado pelo PSL e ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia por 10 anos, Marcelo Nilo detalhou, em entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole, nesta quinta-feira (21), a chegada dos agentes da Polícia Federal, na semana passada, em sua casa. Na ocasião, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão para apurar indícios de crime de falsidade eleitoral, envolvendo a empresa Bahia Pesquisa e Estatística (Babesp) [Leia mais...]

[Nilo compara busca e apreensão da PF com a morte: “Óbvio, as pernas ficam trêmulas”]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira e Gabriel Nascimento no dia 21 de Setembro de 2017 ⋅ 08:30

Deputado pelo PSL e ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia por 10 anos, Marcelo Nilo detalhou, em entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole, nesta quinta-feira (21), a chegada dos agentes da Polícia Federal, na semana passada, em sua casa. Na ocasião, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão para apurar indícios de crime de falsidade eleitoral, envolvendo a empresa Bahia Pesquisa e Estatística (Babesp).

“Acordo, olho os jornais se tem alguma notícia importante, faço pilates, academia. Quando deu 6h01, o interfone tocou e o porteiro disse que a PF tava lá. Óbvio, as pernas ficam trêmulas. Respirei fundo, abri a porta, começaram a ler a decisão do juiz, fiquei tenso, nervoso, triste. Eu disse: ‘Não quero nem saber o que é, entre’. Tiveram na minha casa, não levaram nada, só celular e computador. Foram ao meu gabinete, reviraram tudo. Não desejo isso para o pior inimigo meu. Se eu tivesse fazendo isso, tudo bem. A Bahia sabe que a Babesp é o único instituto que acertou. Busca e apreensão deve ser que nem a morte”, disse.

O deputado explicou ainda como surgiu a investigação e afirmou que ela foi baseada em denúncias feitas pela campanha de Paulo Souto, atual secretário da Fazenda do Município e ex-candidato a governador do Estado. ”O Ibope dizia que Souto ia ganhar. Aí, a campanha de Rui Costa contratou, não sei quem foi, a Babesp e a Bapesp disse em alto e bom som que Rui ganharia. Ninguém acreditava porque acreditavam que Paulo Souto era imbatível. Souto tinha 6% e Rui 42% quando Neto me convidou para ser candidato a senador. Quando você bota Rui com apoio de Lula, Dilma e Wagner, óbvio. Fruto disso, a campanha divulgou que estava manipulando. Fruto disso, Rita Tourinho [promotora do Ministério Público] abriu um processo, ouviu os diretores e acho que arquivou. Depois foi pra PF, já ouviu diretores, até me prontifiquei ao delegado. Ai, a Justiça Eleitoral, em segredo, o procurador pediu e o juiz federal fez uma coisa dessa de busca e apreensão. Isso sem ter uma coisa concreta...”, contou.

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