Política

Maia reclama de assédio e Jucá diz que presidente da Câmara está \"mal informado\"

Após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acusar o PMDB e o governo de dar uma \"facada nas costas\" do DEM, o presidente Michel Temer tenta contornar a insatisfação na base aliada. Horas depois de chegar de Nova York, onde participou da Assembleia-Geral da ONU, Temer reuniu auxiliares e disse que marcaria uma conversa com Maia para resolver o problema e conter a rebelião. [Leia mais...]

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Foto : Agência Senado/Agência Brasil

Por Matheus Simoni no dia 22 de Setembro de 2017 ⋅ 10:26

Após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acusar o PMDB e o governo de dar uma \"facada nas costas\" do DEM, o presidente Michel Temer tenta contornar a insatisfação na base aliada. Horas depois de chegar de Nova York, onde participou da Assembleia-Geral da ONU, Temer reuniu auxiliares e disse que marcaria uma conversa com Maia para resolver o problema e conter a rebelião. As declarações do presidente da Câmara foram feitas no momento em que Temer precisa de apoio parlamentar para barrar a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele no plenário.

O desabafo de Maia foi feito após o assédio do PMDB a parlamentares do PSB que estavam prestes a ingressar no DEM. O partido de Temer conseguiu, recentemente, filiar o senador Fernando Bezerra Coelho (ex-PSB-PE). Pelo menos outros seis deputados do PSB, que estavam em negociação com o DEM, foram procurados pela cúpula peemedebista, enfurecendo Maia.

Questionado, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que Maia estava \"mal informado\". Segundo Jucá, o partido - ou o MDB, nome da sigla a partir de 04 de outubro - é que está sendo procurado porque é \"uma marca muito forte\". \"Não estamos assediando ninguém, ao contrário. Mas a marca MDB, toda a sua história, todo o trabalho que estamos fazendo de fortalecimento, reconstrução do partido, com muitos companheiros, é uma marca muito forte que atrai muita gente\", disse o senador em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo.

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